Futuro da pesca da tainha entra em debate
A possibilidade de ampliar a cota da tainha destinada ao arrasto de praia em Santa Catarina esteve no centro de uma reunião realizada na terça-feira (9) entre o Governo do Estado e o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA). O encontro ocorreu de forma remota e foi motivado pela preocupação do setor pesqueiro diante do esgotamento do limite permitido para a modalidade no estado.
A discussão foi articulada após a Secretaria Executiva de Estado da Aquicultura e Pesca (SAQ) encaminhar, na segunda-feira (8), um pedido formal ao ministério solicitando a convocação urgente do Grupo de Trabalho da Tainha. A intenção foi buscar alternativas para garantir a continuidade da atividade exercida pelos pescadores artesanais catarinenses.
Setor reforça importância da pesca artesanal
A reunião reuniu representantes de diferentes entidades ligadas à pesca, à pesquisa e à gestão pública. Participaram integrantes do Ministério da Pesca e Aquicultura, da Epagri, do IBAMA, da Federação dos Pescadores do Estado de Santa Catarina (Fepesc), do Fórum dos Pescadores Artesanais de Santa Catarina, do Sindipi, do Sintrapesca, da Appaesc, de colônias de pescadores e de associações municipais, além da Federação de Consórcios, Associações de Municípios e Municípios de Santa Catarina (Fecam).
Durante cerca de três horas de debates, lideranças do setor destacaram o papel da pesca artesanal da tainha para a economia das comunidades costeiras, além de sua relevância cultural e histórica para o litoral catarinense. O Governo do Estado defendeu uma reavaliação da distribuição da cota e a busca por mecanismos que permitam a continuidade da atividade.
Expectativa por definição do ministério
Segundo o secretário da Aquicultura e Pesca de Santa Catarina, Fabiano Müller Silva, a expectativa era obter uma definição sobre a ampliação da cota destinada ao arrasto de praia. De acordo com ele, representantes do ministério informaram que uma posição oficial deverá ser apresentada em breve, tratando tanto da possível ampliação do limite quanto da continuidade da modalidade de pesca no estado.
“O mais breve possível teremos uma posição oficial sobre essa questão envolvendo ampliação da cota e a possível continuidade da pesca do arrasto de praia aqui em Santa Catarina. Continuaremos em conversa com o ministério e defendendo o nosso pescador”, afirmou o secretário.
A Secretaria Executiva da Aquicultura e Pesca informou que continuará acompanhando as tratativas junto ao Ministério da Pesca e Aquicultura. Caso as reivindicações apresentadas pelo setor não sejam atendidas, o Governo de Santa Catarina estuda recorrer à Justiça para defender os interesses dos pescadores artesanais catarinenses.
Da redação
Fonte: Secom
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