Junho movimenta R$ 13 bilhões no Bolsa Família
O pagamento de junho do Bolsa Família começa nesta quarta-feira (17) para 19,3 milhões de famílias em todo o país. O programa de transferência de renda alcança os 5.571 municípios brasileiros neste mês, com investimento federal de R$ 13,08 bilhões. O valor médio recebido pelos beneficiários é de R$ 677,66.
Os depósitos seguem o calendário definido pelo final do Número de Identificação Social (NIS) e serão realizados até o dia 30 de junho.
Nordeste concentra maior número de beneficiários
Entre as regiões brasileiras, o Nordeste continua liderando em número de famílias atendidas pelo programa. Em junho, são 8,97 milhões de beneficiários, com repasses que somam R$ 6,03 bilhões.
Na sequência aparecem o Sudeste, com 5,5 milhões de famílias contempladas e R$ 3,68 bilhões em investimentos, o Norte, com 2,49 milhões de beneficiários e R$ 1,76 bilhão, o Sul, com 1,32 milhão de famílias e R$ 889,6 milhões, e o Centro-Oeste, que reúne 1,03 milhão de famílias atendidas e R$ 713,12 milhões em recursos.
Entre os estados, a Bahia registra o maior número de famílias beneficiadas, com 2,38 milhões de contemplados. São Paulo aparece logo atrás, com 2,31 milhões. Pernambuco, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Ceará, Pará e Maranhão também superam a marca de um milhão de beneficiários.
Benefícios extras reforçam atendimento às famílias
Além do valor principal do programa, milhões de famílias recebem complementos destinados a públicos específicos. O Benefício Primeira Infância atende 8,44 milhões de crianças de até seis anos, garantindo um adicional de R$ 150 por criança. O investimento nessa modalidade alcança R$ 1,19 bilhão.
Já os benefícios complementares de R$ 50 chegam a 14,35 milhões de crianças e adolescentes entre sete e 18 anos, além de 670,1 mil gestantes e 339,7 mil nutrizes. Para esse grupo, o aporte financeiro ultrapassa R$ 706,79 milhões.
Programa atende públicos prioritários
O Bolsa Família também contempla grupos considerados prioritários. Neste mês, o programa alcança 282,7 mil famílias com pessoas em situação de rua, 258,9 mil famílias indígenas, 302,8 mil famílias quilombolas, 423,4 mil famílias de catadores de materiais recicláveis, 56,3 mil famílias com integrantes resgatados de condições análogas à escravidão e 3,2 mil famílias com crianças em situação de trabalho infantil.
Outro destaque é o perfil dos responsáveis familiares. As mulheres representam 84% dos chefes de família atendidos, totalizando 16,22 milhões de beneficiárias. Entre os inscritos no Cadastro Único, 36,66 milhões de pessoas beneficiadas se identificam como pretas ou pardas, o equivalente a 73,2% do público atendido.
Regra de Proteção beneficia famílias que aumentaram a renda
Criada na reformulação do programa, a Regra de Proteção permite que famílias continuem recebendo parte do benefício mesmo após conquistarem emprego formal ou registrarem aumento na renda. Nesses casos, é pago 50% do valor original por até um ano.
Em junho, 2,26 milhões de famílias permanecem amparadas por esse mecanismo, que conta com investimento de R$ 832,1 milhões.
Pagamento antecipado em municípios afetados por desastres
Em situações de emergência provocadas por eventos climáticos extremos, como enchentes, secas e inundações, o programa prevê a antecipação do pagamento. Neste mês, 207 municípios receberam os recursos já no primeiro dia do calendário.
A medida contempla 124 cidades do Rio Grande do Norte, 31 da Paraíba, 27 de Pernambuco, dez do Paraná, seis de Roraima, cinco de Sergipe, três do Amazonas e uma do Rio de Janeiro.
Entre os estados, Roraima registra o maior valor médio pago por família em junho, com R$ 735,66. Na sequência aparecem Amazonas (R$ 724,47), Acre (R$ 721,04), Amapá (R$ 720,89) e Pará (R$ 698,31).
Da redação
Fonte: Governo Federal
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