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Nova regra amplia acesso à vacina HPV em SC

Nova regra amplia acesso à vacina HPV em SC
Santa Catarina ampliou o acesso à vacina contra o HPV ao incluir mulheres em tratamento de lesões cervicais e câncer do colo do útero. (Foto: Sid Macedo Ascom/SES/SC)

Publicado em 19/04/2026

A rede pública de saúde de Santa Catarina passou a oferecer gratuitamente a vacina contra o HPV para um novo grupo de pacientes: mulheres diagnosticadas com câncer do colo do útero ou com lesões precursoras da doença. A medida, implementada pela Secretaria de Estado da Saúde (SES/SC), vale para casos de Neoplasia Intraepitelial Cervical grau 2 (NIC 2), grau 3 (NIC 3) e adenocarcinoma in situ (AIS), sem limite de idade.

A vacinação já está disponível em unidades de saúde de todo o estado. Para ter acesso, é necessário apresentar prescrição médica com o diagnóstico, diretamente na sala de vacinação do município.

Acesso simplificado e mais rápido

A nova estratégia elimina a necessidade de solicitar imunobiológicos especiais, o que, na prática, torna o processo mais ágil. Com isso, pacientes em acompanhamento conseguem iniciar a imunização com menos burocracia, fortalecendo o cuidado durante o tratamento.

Quando e como se vacinar

A recomendação das autoridades de saúde é que a vacina seja aplicada preferencialmente no mesmo ano da cirurgia relacionada às lesões, podendo ocorrer no período perioperatório ou até 12 meses após o procedimento. O esquema vacinal prevê três doses, administradas nos intervalos de zero, dois e seis meses.

Benefícios comprovados

A ampliação do público-alvo está alinhada a evidências científicas que apontam vantagens da vacinação mesmo após o tratamento das lesões. Segundo o superintendente de Vigilância em Saúde, Fábio Gaudenzi, a imunização contribui para melhores desfechos clínicos e amplia a proteção ao longo do tempo.

Pesquisas também indicam que mulheres vacinadas após procedimentos cirúrgicos apresentam menor chance de recorrência de lesões como NIC 2 e NIC 3, em comparação com aquelas que não recebem a vacina.

Além de reduzir o risco de reaparecimento da doença, a estratégia ajuda a evitar novos procedimentos e possíveis complicações futuras. A iniciativa reforça a política de atenção integral à saúde da mulher no estado, ao combinar prevenção e acompanhamento no enfrentamento do câncer do colo do útero.

 

 

 

Da redação

Fonte: Secom

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