Programa Bombeiro Mirim amplia ensino de prevenção em SC
Em salas de aula espalhadas por Santa Catarina, uma cena tem se repetido com frequência: um bombeiro militar diante de estudantes, um manequim de primeiros socorros e uma pergunta direta que pode fazer toda a diferença em situações críticas. A proposta é simples, mas poderosa: ensinar, desde cedo, como agir diante de emergências.
Essa presença constante nas escolas faz parte de uma estratégia do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC), que aposta na educação preventiva como ferramenta para salvar vidas. E os resultados mais recentes mostram que a iniciativa ganhou escala.
Crescimento expressivo nas escolas
O principal programa educativo da corporação, o Bombeiro Mirim, alcançou em 2025 o maior número de formandos desde sua criação, em 1992. Foram cerca de 20 mil crianças capacitadas ao longo do ano, mais que o dobro em relação a 2024, quando 8 mil alunos participaram das atividades.
Voltado a estudantes do 4º ano do ensino fundamental, o curso apresenta noções básicas de primeiros socorros, prevenção de incêndios e identificação de riscos no dia a dia. Ao final, os participantes ainda conhecem a rotina de um quartel. Em mais de três décadas, o programa já soma mais de 43 mil crianças formadas.
A proposta vai além da sala de aula. A ideia é que os alunos levem o aprendizado para casa, ampliando o alcance das orientações e contribuindo para ambientes mais seguros também dentro das famílias.
Professores também entram na rede de prevenção
A atuação do CBMSC nas escolas ganhou um novo reforço a partir de 2024, com a criação de um curso voltado a profissionais da educação. A formação segue as diretrizes da Lei Lucas, legislação federal que tornou obrigatória a capacitação em primeiros socorros para professores e funcionários de instituições de ensino.
Desde então, quase 15 mil educadores concluíram o treinamento oferecido gratuitamente na modalidade a distância. Com carga horária de 20 horas, o conteúdo aborda situações como engasgos, paradas cardiorrespiratórias, convulsões, quedas e queimaduras, ocorrências comuns no ambiente escolar.
A expectativa é de que o número de participantes continue crescendo nos próximos anos, consolidando o curso como uma referência na preparação de profissionais para agir em emergências.
Prevenção também nas águas
Outro braço importante das ações educativas é o Programa Golfinho, voltado à prevenção de acidentes aquáticos. Tradicionalmente associado ao litoral, o projeto passou a ser realizado também no interior do estado e durante todo o ano, ampliando seu alcance.
Em 2025, mais de 10 mil crianças participaram das atividades. Já em 2026, o número de formandos passa de 4,7 mil até o momento. Com uma abordagem lúdica, o programa ensina como reconhecer perigos em ambientes aquáticos e como agir de forma segura.
Educação como estratégia de longo prazo
Para o Corpo de Bombeiros, investir na formação de crianças e professores é uma medida que traz impactos duradouros. Cada aluno capacitado pode agir corretamente em uma situação de risco, assim como cada educador preparado se torna responsável por disseminar esse conhecimento ao longo dos anos.
Casos concretos já demonstram os efeitos dessa política. Crianças que passaram pelo Bombeiro Mirim conseguiram salvar familiares em situações de engasgo e foram reconhecidas pela corporação. Exemplos que reforçam a ideia de que ensinar prevenção, muitas vezes, é agir antes mesmo que o perigo apareça.
Da redação
Fonte: Secom
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