SC abre 16 mil vagas formais
Santa Catarina registrou a abertura de 16.868 vagas formais de trabalho em março de 2026, conforme dados do Novo Caged divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O resultado reflete o desempenho positivo de quatro dos cinco principais setores da economia no estado ao longo do mês.
O avanço foi puxado principalmente pelo setor de Serviços, responsável por 7.434 novos postos com carteira assinada. Na sequência aparecem a Indústria, com 5.525 vagas, a Construção, que somou 2.769, e o Comércio, com saldo de 1.945 empregos. A única retração foi observada na Agropecuária, que encerrou o período com saldo negativo de 805 vagas.
Cidades concentram maior geração de empregos
Entre os municípios catarinenses, Joinville liderou a criação de empregos formais em março, com 2.495 novas vagas. Florianópolis aparece na sequência, com 1.250 postos, seguida por Itajaí, que registrou 1.122, e Blumenau, com 788 contratações.
Perfil das contratações
O recorte por gênero indica maior participação feminina na ocupação das vagas abertas no estado. Ao todo, mulheres assumiram 8.945 postos, enquanto os homens preencheram 7.923 vagas no período.
A análise por faixa etária mostra predominância de jovens entre 18 e 24 anos, que responderam por 6.980 admissões. Em relação à escolaridade, trabalhadores com ensino médio completo concentraram a maior parte das contratações, ocupando 10.975 vagas formais.
Cenário nacional mantém ritmo de crescimento
No Brasil, o mercado de trabalho formal também apresentou expansão em março, com a geração de 228.208 empregos com carteira assinada. O saldo é resultado de 2,52 milhões de admissões contra 2,29 milhões de desligamentos.
Com esse desempenho, o país acumula 613.373 novas vagas no primeiro trimestre de 2026. Já no recorte de 12 meses, entre abril de 2025 e março deste ano, foram criados 1,21 milhão de empregos formais. O número total de vínculos ativos chegou a 49,08 milhões, crescimento de 2,6% na comparação anual.
Estados e setores em destaque
Das 27 unidades da Federação, 24 registraram saldo positivo em março. Os maiores avanços foram observados em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Em contrapartida, Alagoas, Mato Grosso e Sergipe apresentaram retração no período. Em termos proporcionais, Acre, Roraima e Piauí lideraram o crescimento relativo do emprego formal.
No cenário nacional, o setor de Serviços também foi o principal motor da geração de vagas, com 152.391 novos postos, impulsionado por atividades administrativas, educação e saúde. A Construção Civil abriu 38.316 vagas, seguida pela Indústria, com 28.336, e pelo Comércio, com 27.267. A Agropecuária, por outro lado, teve saldo negativo de 18.096 postos, influenciado por movimentos sazonais em culturas como maçã, soja e laranja.
Salários apresentam leve variação
O salário médio de admissão no país foi de R$ 2.350,83 em março, registrando leve queda de 0,7% em relação a fevereiro. Na comparação com o mesmo mês de 2025, houve aumento de 1,8%. Entre trabalhadores considerados típicos, a média salarial foi de R$ 2.397,89, enquanto os não típicos receberam, em média, R$ 2.019,09.
Da redação
Fonte: Governo Federal
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