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SC lidera doação de órgãos no país

SC lidera doação de órgãos no país
Estado teve a maior taxa de doadores efetivos do país e a menor recusa familiar em 2025. (Foto: Leo Munhoz/SecomGOVSC)

Publicado em 10/05/2026

Santa Catarina voltou a se destacar nacionalmente no sistema de doação e transplante de órgãos. Dados divulgados pela Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO) apontam que o estado registrou, em 2025, a maior taxa de doadores efetivos do país, com 42,8 por milhão de habitantes. O levantamento também mostra que Santa Catarina teve a menor taxa de recusa familiar do Brasil, com 32%.

Os números refletem uma política pública consolidada ao longo de mais de duas décadas. Nesse período, cerca de 26 mil pessoas receberam órgãos, tecidos ou células, incluindo pacientes catarinenses e de outros estados.

O governador Jorginho Mello destacou que a doação envolve uma rede complexa e exige sensibilidade no atendimento às famílias. Já o secretário de Estado da Saúde, Diogo Demarchi, afirmou que os resultados são consequência dos investimentos em estrutura hospitalar e logística de transporte.

Estado mantém índices acima da média nacional

Entre janeiro e dezembro de 2025, a Central Estadual de Transplantes registrou 804 notificações de potenciais doadores, alcançando taxa de 98,2 notificações por milhão de habitantes. A média nacional foi de 74,7.

Santa Catarina também teve um dos melhores índices de efetivação do país, convertendo 43% das notificações em doadores efetivos. A taxa nacional de doadores ficou em 20,3 por milhão de habitantes, enquanto o estado atingiu 42,8.

Segundo o coordenador do SC Transplantes, Joel de Andrade, os dados demonstram a força e a continuidade do sistema catarinense, que liderou o ranking nacional em grande parte dos últimos 21 anos.

Capacitação ajuda a reduzir recusas

O relatório também mostra a redução da taxa de não autorização familiar, que caiu de 70% em 2007 para 32% em 2025. O resultado é atribuído aos investimentos em capacitação de profissionais da saúde, especialmente nas áreas de terapia intensiva e emergência.

A entrevista com familiares é considerada uma das etapas mais delicadas do processo. Para fortalecer esse atendimento, Santa Catarina realiza cerca de dez cursos anuais de comunicação em situações críticas. Até 2025, mais de 3 mil profissionais haviam sido capacitados.

Quem pode ser doador?

Todas as pessoas podem doar órgãos e tecidos. Não é necessário deixar nada por escrito, mas é fundamental comunicar a família sobre o desejo de ser doador, já que a autorização familiar é obrigatória para que o processo aconteça.

 

 

Da redação

Fonte: Secom

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