SC zera registros de farra do boi
A Polícia Militar de Santa Catarina concluiu a edição de 2026 da Operação Quaresma com um resultado inédito: nenhum registro de maus-tratos a animais durante todo o período da ação. O balanço foi fechado na segunda-feira, 6, após semanas de fiscalização intensificada em diferentes regiões do estado.
No ano anterior, a operação havia contabilizado seis ocorrências. A redução para zero neste ano aponta para um avanço significativo no enfrentamento à prática ilegal conhecida como “farra do boi”, historicamente combatida pelas autoridades.
Fiscalização intensificada e presença em áreas críticas
Ao longo da operação, foram realizadas 550 ações programadas com foco na prevenção e repressão. As equipes também abordaram 1.663 pessoas, além de fiscalizar 1.616 veículos e 523 motocicletas. Durante o período, três mandados de prisão foram cumpridos.
A estratégia incluiu presença constante em locais com histórico da prática, especialmente em municípios sob responsabilidade do 1º, 3º, 8º e 11º Comandos Regionais de Polícia Militar, com atenção especial às regiões de tradição açoriana.
Integração e conscientização
Além do policiamento ostensivo, a operação contou com atuação conjunta de órgãos de vigilância sanitária e da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc). O trabalho integrado também apostou em ações educativas para reforçar a conscientização da população sobre a ilegalidade da prática.
Segundo o subcomandante-geral da corporação, coronel Jofrey Santos da Silva, o resultado é reflexo da combinação entre fiscalização contínua e maior colaboração da comunidade, que tem demonstrado maior entendimento de que a farra do boi configura crime ambiental.
Legislação prevê multas e punições
A Operação Quaresma tem como base a Lei nº 9.605/1998, que trata dos crimes ambientais, incluindo maus-tratos, abuso e mutilação de animais. Em Santa Catarina, a Lei nº 17.902/2020 estabelece penalidades específicas para a prática da farra do boi.
As multas podem chegar a R$ 20 mil para quem promover ou divulgar o evento e R$ 10 mil para participantes, comerciantes de animais, proprietários de veículos utilizados ou responsáveis pelos locais onde a prática ocorre. Em caso de reincidência, os valores são aplicados em dobro.
Com o resultado deste ano, a Polícia Militar reforça a continuidade das ações de fiscalização e conscientização, com o objetivo de manter o controle e impedir o retorno de práticas ilegais no estado.
Da redação
Fonte: RCN
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