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Capital reforça apoio a migrantes e imigrantes
Rede municipal oferece acolhimento, orientação, documentação e apoio para acesso ao mercado de trabalho

Capital reforça apoio a migrantes e imigrantes
As ações incluem acolhimento no Terminal Rita Maria, encaminhamentos para serviços públicos, apoio à documentação, aulas de português e iniciativas de inserção no mercado de trabalho. (Foto: Magnific)

Publicado em 23/09/2026

Florianópolis recebe, em média, 33 novos moradores diariamente, entre pessoas que chegam de outras cidades, estados e países. Diante desse movimento, a Prefeitura mantém uma rede de atendimento voltada à população migrante e imigrante, com iniciativas que buscam facilitar o acesso a serviços, direitos, documentação e oportunidades de trabalho.

Coordenadas pela Secretaria Municipal de Assistência Social, as ações consideram as diferentes histórias e necessidades de quem chega à Capital. A proposta é oferecer suporte inicial e, ao mesmo tempo, criar condições para que essas pessoas possam conquistar autonomia e seguir suas trajetórias de forma independente.

Atendimento começa desde a chegada

Uma das estratégias está no ponto de atendimento instalado no Terminal Rodoviário Rita Maria. Assistentes sociais recebem migrantes e imigrantes, identificam as principais necessidades e fazem os encaminhamentos necessários dentro da rede socioassistencial ou para outras alternativas disponíveis.

Segundo a secretária municipal de Assistência Social, Zena Becker, a presença das equipes no terminal permite identificar situações de vulnerabilidade logo no momento da chegada.

“Colocamos o ponto de atendimento no terminal como uma estratégia para acolher as pessoas desde a chegada à cidade, e temos visto resultados muito positivos. Centenas de pessoas passam pelo local diariamente e, muitas vezes, chegam de outros municípios sem recursos ou qualquer tipo de suporte. Dessa forma, conseguimos identificar suas necessidades, orientar e apresentar os caminhos possíveis, sempre tendo como foco a construção da autonomia e um planejamento”, explica Zena.

Em alguns casos, o atendimento também pode resultar no encaminhamento para a cidade de origem. Ao longo do último ano, cerca de 1000 pessoas foram direcionadas para esse tipo de retorno. A decisão é tomada após uma escuta individualizada e a avaliação das necessidades de cada pessoa, buscando, quando possível, a retomada de vínculos familiares e comunitários e condições para uma volta segura.

Abrigo e preparação para a autonomia

Entre os serviços voltados especificamente à população imigrante está a Casa de Acolhimento para Pessoas Imigrantes. A contratação de uma instituição parceira está em andamento e a formalização do serviço está prevista para setembro.

O espaço será destinado a famílias imigrantes com crianças que chegam a Florianópolis em situação de vulnerabilidade. Além do abrigo temporário, o atendimento contará com profissionais que falam diferentes idiomas, facilitando a comunicação com os usuários.

A estrutura também deverá oferecer aulas de português e auxílio em questões como regularização de documentos e acesso ao mercado de trabalho. A intenção é que o acolhimento funcione como um ponto de apoio para que as famílias possam organizar a vida na cidade e avançar em direção à autonomia.

A rede socioassistencial já possui ainda outro abrigo temporário, mantido por meio de parceria, para famílias migrantes com filhos que chegam ao município sem recursos suficientes para se estabelecer. Nesse atendimento, são oferecidos suporte inicial, orientação e encaminhamentos para políticas públicas.

Capacitação e acesso ao mercado de trabalho

A busca por independência financeira também integra outras ações desenvolvidas pela Prefeitura. Entre os serviços de acolhimento mantidos pelo município estão aqueles direcionados a diferentes públicos, como mulheres em situação de violência, crianças e adolescentes, idosos e pessoas em situação de rua.

A Passarela da Cidadania é uma das referências nesse atendimento. No espaço, as ações não se limitam às necessidades emergenciais e incluem iniciativas de inclusão social e preparação para a vida profissional.

Oficinas de capacitação e atividades voltadas ao mercado de trabalho ajudam os participantes a desenvolver habilidades e ampliar as possibilidades de conseguir uma ocupação. O trabalho é articulado com a Central de Trabalho e Oportunidades, que aproxima os atendidos das vagas disponíveis e acompanha os encaminhamentos.

Somente neste ano, 254 pessoas conseguiram emprego por meio da iniciativa. Entre elas, 57 também obtiveram moradia por meio de aluguel.

Para Zena Becker, a atuação da assistência social precisa considerar que cada pessoa chega ao município com uma realidade diferente.

“Nosso objetivo é garantir que cada pessoa encontre, desde a chegada, o suporte necessário para acessar seus direitos, conhecer os serviços disponíveis e construir novos caminhos. São trajetórias diferentes, por isso nosso atendimento precisa ser humanizado, integrado e atento às necessidades de cada pessoa e família”, afirma.

A estratégia da rede é fazer com que o atendimento inicial não termine na resolução de uma necessidade emergencial. A partir dos encaminhamentos, a proposta é favorecer a reconstrução de vínculos, o acesso a oportunidades e a busca por condições que permitam uma vida com maior autonomia em Florianópolis.

 

 

Da redação

Fonte: PMF

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