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Mudança na gasolina preocupa Procon de Floripa
Órgão teme que a nova mistura obrigatória possa aumentar custos de manutenção e afetar veículos mais antigos

Mudança na gasolina preocupa Procon de Floripa
Procon de Florianópolis acompanha os efeitos da nova mistura obrigatória de etanol na gasolina. (Foto: Freepik)

Publicado em 16/07/2026

O Procon Municipal de Florianópolis divulgou uma nota pública manifestando preocupação com a decisão do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) de elevar de 30% para 32% a mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina comum. A nova regra tem previsão inicial de vigência de 180 dias e, segundo o órgão, exige atenção quanto aos possíveis reflexos para os consumidores.

Embora reconheça que a medida busca fortalecer a matriz energética brasileira e diminuir a dependência de combustíveis importados, o Procon destaca que mudanças dessa natureza precisam ser implementadas sem transferir riscos ou custos adicionais à população.

Possíveis impactos na frota

De acordo com a nota, a maior preocupação está relacionada aos efeitos que a alteração pode provocar em parte dos veículos em circulação no país, especialmente modelos mais antigos, importados ou projetados para funcionar com uma concentração menor de etanol.

Conforme especialistas da área de engenharia automotiva citados pelo órgão, o aumento do percentual do biocombustível pode, em determinadas situações, acelerar o desgaste de componentes, elevar o consumo de combustível, reduzir o desempenho do veículo, favorecer a corrosão de materiais e aumentar a necessidade de manutenção.

Direito à informação

O Procon também reforça que o Código de Defesa do Consumidor assegura o direito à informação clara, adequada e ostensiva. Por isso, considera fundamental que sejam divulgados os estudos técnicos que embasaram a decisão, a metodologia empregada, os modelos de veículos avaliados e os mecanismos previstos para acompanhar os resultados da medida.

Para o diretor do Procon Municipal de Florianópolis, Tiago Silva, é necessário garantir que a população não arque com eventuais consequências da mudança.

"O cidadão não pode ser o laboratório de uma mudança dessa magnitude. Se houver impactos mecânicos, aumento de custos de manutenção ou redução da vida útil dos veículos, o prejuízo vai recair sobre o cidadão. Por isso, seguiremos acompanhando os efeitos da nova proposta e, se necessário, vamos adotar as medidas cabíveis e cobrar os órgãos reguladores quanto aos direitos do consumidor", afirmou.

 

 

Da redação

Fonte: PMF

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