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UFSC recebe simpósio sobre terapias japonesas
Evento acontece em setembro com palestras, debates, aulas e vivências culturais abertas à comunidade

UFSC recebe simpósio sobre terapias japonesas
O evento terá 14 professores e especialistas, além de palestras, aulas, debates, oficinas, exposições e vivências culturais. (Foto: Divulgação)

Publicado em 10/09/2026

Nos dias 18 e 19 de setembro, Florianópolis recebe a 2ª edição do Simpósio de Terapias Tradicionais Japonesas, evento que reúne profissionais, estudantes e interessados em práticas terapêuticas, filosofia e cultura japonesa. A programação acontece no auditório do Centro de Ciências da Saúde (CCS) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e inclui aulas, palestras, mesa de debate, vivências culturais, exposições e oficinas. A participação é gratuita, mas as vagas são limitadas e os ingressos devem ser retirados antecipadamente pela plataforma Sympla.

Com o conceito “Sem raízes profundas, o trabalho perde sua essência”, o simpósio propõe uma reflexão sobre a relação entre a identidade do terapeuta corporal e o conhecimento das origens, da filosofia e dos fundamentos das práticas tradicionais japonesas. A proposta é aproximar tradição e formação profissional, reforçando que a atuação com essas terapias envolve não apenas a escolha de técnicas, mas também conhecimento, autenticidade e ética.

A programação reúne 14 professores e especialistas de diferentes áreas e aborda práticas como Shiatsu, Acupuntura, Moxaterapia, Seitai, Reiki e Anmá. Entre os nomes confirmados estão Rumi Fukunaga, Rene Cardozo, Eric Carlos Fagundes, Alicio Inafuku, Valério Lima, Murilo de Melo, Daniela Lemos Polla, Fabiana Higa, Luigi Antonio Irlandini, Odilon Luís Faccio, Federico Francisco Dinatale, Margareth Tsuge Takarada, Morgana Tesman e Wilson Sage.

Idealizado pelo terapeuta corporal Paulo Pierin Luz, que atua com Shiatsu desde 2003, o Simpósio foi criado para aproximar profissionais, estudantes e a comunidade das Terapias Tradicionais Japonesas e, ao mesmo tempo, preservar e transmitir os conhecimentos ligados a essas práticas. “Preservar uma tradição significa mantê-la viva por meio do estudo, da prática, da pesquisa e da transmissão responsável do conhecimento às novas gerações”, afirma Paulo.

Além de promover atualização profissional e apresentar novos conhecimentos e técnicas, o encontro pretende fortalecer a rede de profissionais que atuam na área e criar oportunidades de conexão entre terapeutas do Brasil e do Japão. A programação também busca ampliar o debate sobre o papel das Terapias Tradicionais Japonesas no cenário atual da saúde e sua relação com as Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS).

Uma mesa de debate irá aprofundar questões relacionadas às origens das terapias tradicionais japonesas, seus benefícios, a capacitação técnica dos profissionais e as possibilidades de diálogo com o campo da saúde pública e das práticas integrativas. A proposta é também discutir o cuidado preventivo e a relação dessas terapias com a percepção do próprio corpo.

Muito além de apresentar técnicas terapêuticas, o Simpósio também busca contextualizar essas práticas a partir da filosofia e da cultura japonesa. Por isso, a programação inclui atividades como oficinas de Origami, Sashiko e Shuji, exposição de bonsai e uma vivência sobre Furoshiki e o conceito de Mottainai, relacionado ao aproveitamento de recursos e ao consumo consciente.

O evento é aberto à comunidade e a profissionais e estudantes das áreas da saúde, incluindo fisioterapeutas, enfermeiros, profissionais de educação física, terapeutas corporais e massoterapeutas, além de demais interessados nas Terapias Tradicionais Japonesas.
 

 

Da redação

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