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Gripe requer atenção mesmo com a chegada do calor
Especialista alerta que a circulação do vírus não se limita aos meses frios e reforça a importância da vacinação

Gripe requer atenção mesmo com a chegada do calor
Espirros, coriza e congestão nasal podem ser sintomas de alergias sazonais, resfriados ou infecções respiratórias. (Foto: Divulgação)

Publicado em 08/11/2026

Com a chegada da primavera e o aumento das temperaturas, sintomas como espirros, coriza, tosse e congestão nasal passam a ser frequentemente associados às alergias típicas da estação. Mas nem todo quadro respiratório nessa época é consequência do pólen ou das mudanças de temperatura. O vírus influenza continua circulando e pode provocar casos graves também fora do inverno.

“O inverno concentra uma circulação maior de alguns vírus respiratórios, mas a influenza não desaparece quando as temperaturas sobem. Por isso, quem não se vacinou durante a campanha não deve simplesmente considerar que perdeu o momento de se proteger”, explica a especialista em vacinação, Elisa Lino.

Gripe, resfriado ou alergia?

Na primavera, a confusão entre esses quadros pode ser ainda maior. Espirros, coriza e congestão nasal podem aparecer tanto nas infecções respiratórias quanto nas crises alérgicas. A gripe, porém, costuma causar sintomas mais intensos, como febre, dores no corpo, cansaço e mal-estar. Já as alergias não são provocadas por vírus e, portanto, não são prevenidas pela vacina contra influenza.

“É comum a pessoa apresentar sintomas respiratórios na primavera e imaginar que se trata apenas de uma alergia ou de um resfriado. A influenza pode provocar um quadro bastante intenso e evoluir com complicações, principalmente nos grupos mais vulneráveis”, afirma Elisa.

Idosos, crianças pequenas, gestantes e pessoas com determinadas doenças crônicas ou condições que comprometem o sistema imunológico estão entre os grupos que merecem maior atenção.

Ainda vale a pena vacinar?

Para quem chegou à primavera sem receber a vacina indicada para a temporada, a mudança de estação, por si só, não significa que a imunização deixou de ser importante. “A vacina contra a gripe não deve ser associada apenas a uma estação do ano. Se a pessoa tem indicação e ainda não se vacinou, vale avaliar a atualização da carteira. O principal objetivo é reduzir o risco de formas graves, hospitalizações e complicações causadas pela influenza”, destaca Elisa.

A vacinação contra influenza é atualizada periodicamente para acompanhar as cepas com maior probabilidade de circulação. A recomendação é manter a imunização em dia de acordo com a faixa etária, histórico vacinal e condições de saúde. “A chegada dos dias mais quentes não significa que podemos esquecer a prevenção. Os vírus respiratórios continuam circulando e a vacinação segue sendo uma das principais formas de proteção contra as formas graves da influenza”, completa Elisa.

 

 

Da redação

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