Comércio impulsiona economia de SC em 2026
Mesmo em um cenário de juros elevados, a economia de Santa Catarina manteve trajetória de crescimento nos cinco primeiros meses de 2026. Dados do Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR-SC), divulgado pelo Banco Central, mostram expansão de 1% no período. O indicador, considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), ficou ligeiramente abaixo do resultado nacional, que foi de 1,2%.
Na avaliação da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), o desempenho reflete a capacidade de resistência da economia catarinense diante das condições mais restritivas de crédito. O bom momento do mercado de trabalho e o aumento da renda das famílias têm contribuído para manter o nível de atividade, compensando parte dos impactos causados pelos juros sobre segmentos mais dependentes de financiamentos.
Comércio impulsiona crescimento
O comércio foi o principal responsável pelo avanço da economia estadual. Na comparação entre maio de 2026 e o mesmo mês do ano anterior, o setor cresceu 4,7%, desempenho superior ao da indústria, que avançou 0,5%, e dos serviços, que registraram alta de 0,1%.
Entre os segmentos do varejo, os maiores crescimentos foram observados nas vendas de artigos de papelaria, com aumento de 52,4%, seguidos pelos equipamentos de informática, que avançaram 23,1%, e pelos eletrodomésticos, com alta de 11,1%. Também apresentaram resultados positivos os supermercados, que cresceram 5,9%, e o comércio de produtos farmacêuticos, com expansão de 4,6%, indicando um crescimento distribuído em diferentes áreas do consumo.
Segundo a FIESC, o fortalecimento da demanda interna ajuda a sustentar a expectativa de crescimento de 2,3% para o PIB de Santa Catarina em 2026, mesmo diante das dificuldades impostas pelo crédito mais caro. A entidade destaca que o desempenho do varejo demonstra que o consumo das famílias segue aquecido no estado.
Indústria também apresenta resultado positivo
Na indústria, o crescimento de 0,5% em maio foi impulsionado principalmente pelos setores de vestuário, que registraram alta de 12,6%, e de produtos de borracha e plástico, com avanço de 18,9%.
Conforme o economista-chefe da FIESC, o desempenho da indústria de borracha e plástico pode estar relacionado à antecipação da produção e à formação preventiva de estoques diante das incertezas provocadas pelo conflito entre Irã e Estados Unidos.
Além disso, a Copa do Mundo aparece entre os fatores que estimularam parte das vendas no comércio varejista, contribuindo para o resultado positivo observado no período.
Da redação
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