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Comissão da Alesc acompanha evolução do El Niño

Comissão da Alesc acompanha evolução do El Niño
Meteorologista Leandro Puchalski afirma que o El Niño deve atingir intensidade forte entre setembro e outubro. (Foto: Daniel Conzi/Agência Alesc)

Publicado em 15/07/2026

A Comissão Mista do El Niño da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) voltou a discutir, na terça-feira (14), os impactos do fenômeno climático no Estado. Durante a reunião, o meteorologista Leandro Puchalski apresentou uma atualização das condições atmosféricas e destacou que o El Niño segue em fortalecimento, com expectativa de alcançar intensidade forte nos próximos meses.

De acordo com o especialista, o rápido aquecimento das águas na porção central do Oceano Pacífico, região utilizada para o monitoramento do fenômeno, fez com que a classificação passasse de moderada para forte. A previsão é de que o ápice ocorra entre setembro e outubro, período em que, historicamente, há maior influência sobre o aumento das chuvas na Região Sul.

Fenômeno não significa desastre automático

Apesar da evolução do El Niño, Puchalski ressaltou que a presença do fenômeno não representa, por si só, a ocorrência de tragédias climáticas. Segundo ele, o El Niño favorece uma maior frequência de eventos extremos, mas os impactos dependem de diversos fatores, entre eles as condições meteorológicas do momento e o nível de preparação das regiões afetadas.

O meteorologista explicou ainda que outros sistemas atmosféricos também interferem no comportamento das chuvas, como a Oscilação Madden-Julian e a Oscilação Antártica. Quando esses mecanismos atuam ao mesmo tempo que o El Niño, aumenta o potencial para episódios de precipitação intensa.

Primeiros impactos devem atingir o Rio Grande do Sul

As projeções apresentadas aos parlamentares indicam que os efeitos mais significativos do fenômeno devem ser sentidos inicialmente no Rio Grande do Sul, onde há previsão de elevados volumes de chuva e ocorrência de temporais nas próximas semanas.

Em Santa Catarina, o cenário permanece mais estável neste momento. Conforme Puchalski, os maiores acumulados de chuva devem chegar posteriormente, possivelmente após a segunda quinzena de julho, e com volumes inferiores aos previstos para o estado vizinho.

Mesmo diante dessa condição, o meteorologista reforçou que o acompanhamento contínuo é fundamental, já que o comportamento do clima pode mudar conforme a interação entre os diferentes sistemas atmosféricos. A Comissão Mista do El Niño segue monitorando a evolução do fenômeno e seus possíveis reflexos em Santa Catarina.

 

 

Da redação

Fonte: Alesc

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