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IA redefine o futuro da educação

IA redefine o futuro da educação
Em Santa Catarina, um dos polos brasileiros de tecnologia, cresce também a necessidade de formar profissionais preparados para um mercado em constante transformação. (Foto: Freepik)

Publicado em 06/07/2026

O avanço da inteligência artificial está transformando o mercado de trabalho e também a educação. Mais do que ensinar conteúdos, especialistas defendem a importância de preparar crianças para pensar criticamente, liderar, se comunicar e tomar decisões.

Segundo o Fórum Econômico Mundial, cerca de 39% das habilidades exigidas pelo mercado de trabalho deverão mudar até 2030. Entre as competências mais valorizadas estão pensamento analítico, inteligência emocional, criatividade, liderança, resolução de problemas, adaptabilidade e aprendizagem contínua.

Para Michelle Zanëlatto, administradora, pedagoga, especialista em Gestão Estratégica de Pessoas e Head de Conteúdo da Leyla School, a educação precisa preparar crianças para profissões que ainda nem existem. "Estamos educando uma geração que trabalhará em carreiras que talvez nem existam hoje. A inteligência artificial continuará evoluindo, mas saber aprender, colaborar, comunicar-se, liderar e lidar com mudanças será o verdadeiro diferencial", afirma.

Ela destaca que, enquanto a tecnologia automatiza tarefas e produz informações rapidamente, caberá às pessoas interpretar dados, tomar decisões éticas, resolver problemas inéditos e construir relações humanas.

Santa Catarina exemplifica essa transformação ao reunir mais de 30 mil empresas de tecnologia e movimentar cerca de R$ 38 bilhões por ano, reforçando a necessidade de formar profissionais preparados para um mercado cada vez mais dinâmico.

Michelle observa que muitas famílias ainda priorizam apenas o desempenho escolar, deixando em segundo plano habilidades como inteligência emocional, trabalho em equipe, autonomia e resolução de conflitos.

Para a especialista, a educação precisa integrar conhecimento, tecnologia e desenvolvimento humano. "Não basta ensinar a usar inteligência artificial. É preciso desenvolver pensamento crítico, ética e criatividade para transformar informação em inovação", ressalta.

Essa visão orienta a metodologia da Leyla School, startup educacional de Florianópolis voltada ao desenvolvimento de competências humanas em crianças e adolescentes. A plataforma aborda temas como inteligência emocional, educação financeira, liderança, comunicação, empreendedorismo, segurança digital, pensamento crítico, ética no uso da tecnologia e projeto de vida.

Na avaliação de Michelle, a inteligência artificial não substitui quem desenvolve competências humanas sólidas. "O desafio não é competir com a tecnologia, mas aprender a utilizá-la de forma inteligente. Quem desenvolver adaptação, empatia, liderança e visão crítica estará preparado para as transformações do futuro", conclui.

 

 

Da redação

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