Mercado formal ganha força no Brasil
O Brasil chegou a 62.891.209 vínculos de trabalho formal em junho de 2026, segundo a RAIS Mensal divulgada na última semana. Desde janeiro de 2023, foram adicionados 10.100.342 vínculos, alta de 19,1%. Apenas nos primeiros seis meses deste ano, o crescimento foi de 2,46 milhões, equivalente a 4,1%.
Os dados foram apresentados durante cerimônia no Ministério do Trabalho e Emprego, que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Celetistas e setor público
Os trabalhadores contratados pela CLT, incluindo temporários, passaram de 43,4 milhões para 48,15 milhões de vínculos no período, aumento de 4,75 milhões. Já o número de vínculos de agentes públicos chegou a 14,31 milhões, crescimento de 1,51 milhão desde dezembro de 2025, ou 11,9%.
Entre dezembro de 2025 e junho de 2026, os empregos formais privados cresceram 919.621 vínculos, enquanto outros tipos de vínculos, como trabalhadores avulsos, dirigentes sindicais e cedidos, aumentaram 6,3%, chegando a 429 mil.
Serviços lideram expansão
O setor de Serviços apresentou o maior crescimento absoluto desde 2023, com 8,45 milhões de novos vínculos, passando de 29,81 milhões para 38,26 milhões. Com isso, sua participação no mercado formal subiu de 56,5% para 60,8%.
Administração pública, educação, saúde e serviços sociais somaram 6,03 milhões de novos vínculos, alta de 42,1%. Já as atividades de informação, comunicação, financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas cresceram 1,5 milhão, ou 16%.
A Indústria adicionou 832 mil vínculos, chegando a 9,15 milhões. Na Construção, foram 357 mil novos vínculos, totalizando 3,04 milhões. O Comércio passou a 10,54 milhões, com alta de cerca de 340 mil, enquanto a Agropecuária chegou a 1,86 milhão, aumento de 88 mil.
Sudeste concentra maior avanço
Todas as regiões registraram aumento no estoque formal. O Sudeste teve o maior crescimento absoluto, com 3,78 milhões de vínculos, seguido pelo Nordeste, com 2,69 milhões.
Em termos proporcionais, o Norte liderou, com alta de 34,7%, seguido pelo Centro-Oeste (28,6%), Nordeste (27,6%), Sudeste (14,6%) e Sul (12,3%).
Entre os estados, São Paulo teve o maior acréscimo, com 1,64 milhão de vínculos, seguido por Minas Gerais (1,29 milhão), Rio de Janeiro (683 mil), Distrito Federal (649 mil) e Bahia (641 mil). Roraima registrou a maior alta proporcional, de 70,8%.
Mulheres ampliam participação
O número de vínculos ocupados por mulheres aumentou 5,36 milhões, ou 25%, passando de 23,34 milhões para 29,18 milhões. Entre os homens, foram 4,26 milhões de novos vínculos, alta de 14,5%, chegando a 33,71 milhões.
Com isso, a participação feminina no estoque formal passou de 44,5% em 2023 para 46,4% em junho de 2026.
Escolaridade e idade
Trabalhadores com ensino médio completo tiveram crescimento de 5,7 milhões de vínculos, chegando a 33,70 milhões. Entre aqueles com ensino superior incompleto, foram 370 mil novos vínculos. Considerando trabalhadores com formação superior, o estoque subiu de 11,8 milhões para 15,2 milhões, alta de 29,1%.
Entre as faixas etárias, os trabalhadores de 40 a 49 anos ganharam 3,05 milhões de vínculos, enquanto o grupo de 50 a 64 anos teve aumento de 3,26 milhões. Entre pessoas com 65 anos ou mais, o estoque cresceu 73,6%, passando de 993 mil para 1,64 milhão.
Jovens de até 24 anos também avançaram, com 990 mil novos vínculos, chegando a 8,30 milhões.
Dados por raça ou cor
Os trabalhadores pardos tiveram acréscimo de 12,8 milhões de vínculos, chegando a 27,34 milhões. Entre os brancos, foram 8,74 milhões de novos vínculos, totalizando 26,88 milhões.
O número de vínculos entre trabalhadores pretos cresceu 2,15 milhões, alcançando 4,66 milhões. Também houve aumento entre amarelos, de 320 mil vínculos, e indígenas, de 90 mil.
Da redação
Fonte: Governo Federal
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