Mortandade de peixes intriga Grande Florianópolis
A mortandade de peixes registrada em rios da Grande Florianópolis ao longo de 2026 ganhou novos elementos com a divulgação de um laudo técnico da Polícia Militar Ambiental de Santa Catarina. O documento aponta uma combinação de fatores ambientais e químicos como possíveis responsáveis pelos episódios, especialmente no município de Palhoça.
Alterações na água acendem alerta
Entre os principais achados está o nível de pH da água, que chegou a 4,9 em pontos analisados, índice mais ácido do que o considerado adequado para a vida aquática. Essa condição interfere diretamente na fisiologia dos peixes, comprometendo funções essenciais para a sobrevivência.
Outro dado relevante é a temperatura da água, que atingiu 28°C. Em ambientes aquáticos, temperaturas mais elevadas reduzem a concentração de oxigênio dissolvido, elemento fundamental para a respiração dos peixes. Segundo o laudo, essa combinação intensifica o metabolismo dos animais e dificulta ainda mais a absorção de oxigênio, sobretudo em áreas rasas dos rios.
Presença de compostos químicos
As análises também identificaram substâncias químicas comumente utilizadas na produção de detergentes e cosméticos. Esses compostos favorecem a proliferação de microrganismos que consomem oxigênio, agravando o desequilíbrio ambiental e ampliando o impacto sobre a fauna aquática.
A Polícia Militar Ambiental informou que, caso sejam confirmados indícios de crime ambiental, medidas legais e administrativas poderão ser adotadas.
Ocorrências ao longo do ano
Nos três primeiros meses de 2026, milhares de peixes mortos foram registrados em diferentes pontos da região. O rio Imaruim, em Palhoça, concentrou o maior número de ocorrências, com dois episódios em que o curso d’água foi tomado por animais mortos.
Em março, a Prefeitura de Palhoça informou que a Fundação Cambirela do Meio Ambiente (FCAM) foi acionada para apurar as causas. Já em fevereiro, o Instituto do Meio Ambiente (IMA) apontou a possibilidade de descarte irregular na Baía de Palhoça, o que teria levado os peixes até o rio.
Casos semelhantes também foram registrados em Biguaçu. Segundo a prefeitura, não foi constatada contaminação da água no local, mas há suspeita de descarte irregular de peixes. Ocorrências envolvendo a espécie manjuba também foram observadas nos rios Biguaçu e Pachecos.
As investigações seguem em andamento para esclarecer a origem dos episódios e determinar eventuais responsabilidades.
Da redação
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