SC amplia liderança na geração de empregos
Santa Catarina mantém desempenho acima da média brasileira na geração de empregos formais e registra um dos melhores resultados do país em 2026. Entre janeiro e maio, o número de trabalhadores com carteira assinada na indústria catarinense avançou 3,09%, percentual superior ao dobro da média nacional para o setor, que ficou em 1,43%, conforme dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados nesta terça-feira (30) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, o estado abriu 61.658 vagas formais, alcançando o terceiro maior saldo do Brasil. Apenas São Paulo, com 215.924 novos postos, e Minas Gerais, com 87.375, apresentaram números superiores.
Indústria concentra parcela expressiva das novas vagas
O setor industrial foi um dos principais responsáveis pelo resultado catarinense. Entre janeiro e maio, foram criados 24.527 empregos formais na indústria do estado. Em todo o país, o segmento registrou saldo de 128.353 vagas no mesmo período, o que significa que quase 20% dos novos postos industriais brasileiros foram gerados em Santa Catarina, equivalente a um em cada cinco empregos criados no setor.
Para o governador Jorginho Mello, a geração de empregos está diretamente ligada ao fortalecimento da economia. Segundo ele, o estado mantém incentivos voltados ao setor produtivo para estimular investimentos, ampliar os negócios e criar novas oportunidades de trabalho.
Desempenho supera o país em quase todos os setores
Além da indústria, Santa Catarina apresentou resultados superiores à média nacional em outros grandes segmentos da economia. Na construção civil, o crescimento do emprego formal chegou a 7,76%, enquanto o índice brasileiro foi de 5,23%.
O setor de serviços também avançou acima da média do país, com crescimento de 2,52%, frente aos 2,16% registrados nacionalmente. No comércio, o estado apresentou estabilidade, com leve recuo de 0,08%, desempenho ainda melhor que a média brasileira, que foi de queda de 0,25%.
A única área em que Santa Catarina ficou ligeiramente abaixo do resultado nacional foi a agropecuária. O setor registrou crescimento de 0,89% no estado, enquanto a média do Brasil alcançou 0,93%.
O secretário de Estado do Planejamento, Arão Josino, destacou que o desempenho catarinense demonstra a capacidade do estado de gerar empregos em ritmo superior ao restante do país, mesmo competindo com economias significativamente maiores. Segundo ele, os resultados refletem um ambiente favorável aos investimentos, ao empreendedorismo e à expansão da renda das famílias.
Estado aparece entre os líderes nacionais
Considerando a variação percentual do emprego formal em todos os setores, Santa Catarina registrou crescimento de 2,4% entre janeiro e maio, o sexto maior índice entre as unidades da Federação. O percentual também ficou acima da média nacional, de 1,63%, e do desempenho médio da Região Sul, que foi de 1,88%.
Entre os municípios, Joinville liderou a criação de empregos no acumulado do ano, com saldo de 7.208 vagas. Na sequência aparecem Itajaí, com 4.139 novos postos, Blumenau, com 2.636, e Chapecó, com 2.632.
Maio registra saldo negativo
Apesar do desempenho positivo no acumulado de 2026, o resultado isolado de maio foi negativo para o mercado de trabalho catarinense. O estado encerrou o mês com saldo de menos 662 vagas formais.
Mesmo assim, algumas cidades apresentaram crescimento na geração de empregos durante o período. Navegantes liderou o saldo mensal, com 578 novas vagas, seguida por Brusque, com 411. Itajaí registrou 283 novos postos de trabalho, enquanto Chapecó fechou maio com saldo positivo de 272 vagas.
Da redação
Fonte: Secom
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