SC intensifica prevenção de afogamentos em piscinas e rios
Quando a movimentação nas praias diminui e os postos de guarda-vidas começam a ser desmontados, um erro comum ganha espaço: a ideia de que o risco de afogamento ficou para trás com o verão. Em Santa Catarina, o alerta segue vivo, apenas muda de endereço. Piscinas, rios, lagos e clubes passam a concentrar a atenção de famílias e, também, do Corpo de Bombeiros Militar.
É nesse cenário que o Projeto Golfinho mantém sua atuação ao longo de todo o ano, com foco especial no público infantil. A iniciativa, voltada para crianças de 7 a 11 anos, vem ampliando sua presença fora do ambiente marítimo e reforçando a cultura de prevenção em espaços considerados mais “seguros”, mas que também registram acidentes.
Ao longo dos últimos três anos, somados aos primeiros meses de 2026, 7.698 crianças foram formadas em ações realizadas fora das praias oceânicas. O número evidencia a consolidação do programa em regiões do interior e em ambientes controlados, onde o risco muitas vezes é subestimado.
Piscinas lideram ações de prevenção
Grande parte desse trabalho está concentrada em piscinas e clubes, que somam 6.418 participantes formados no período analisado. A escolha não é por acaso. Apesar de aparentarem segurança, esses locais exigem atenção constante, principalmente com crianças.
Em 2024, houve o maior volume de formações nesse tipo de ambiente, com 2.335 alunos. O ensino inclui orientações práticas e acessíveis, como evitar correr em áreas molhadas, atenção com ralos de sucção e a regra simples que resume o perigo: água na altura do umbigo já exige cuidado.
Rios e lagos também entram no radar
Nos chamados ambientes de água doce, que incluem rios, lagos e balneários, o projeto formou 1.280 crianças no mesmo período. Embora o número seja menor em comparação às piscinas, os dados de 2026 indicam avanço: só nos primeiros meses do ano, 150 crianças participaram das atividades nesses locais.
O crescimento é visto como estratégico, já que rios historicamente concentram ocorrências mais graves no estado.
Perfil revela alcance equilibrado
Os dados também mostram um equilíbrio no perfil dos participantes. Meninos representam 51% das crianças atendidas, enquanto meninas somam 49%, o que reforça o caráter abrangente do projeto.
Outro ponto observado é a redução na idade média dos alunos. Em 2023, era de 9,2 anos. Em 2025, caiu para 8,3 anos e, em 2026, está em 8,6 anos até março. A tendência indica que o contato com a educação preventiva tem acontecido mais cedo, ampliando o tempo de formação antes da adolescência.
O engajamento também chama atenção. Em 2024, 2.895 crianças retornaram ao projeto, e o acumulado desde 2023 ultrapassa 5,4 mil participações repetidas, sinalizando que o aprendizado se mantém relevante e atrativo.
Calendário acompanha rotina das famílias
A distribuição das atividades ao longo do ano segue o ritmo das férias escolares. Janeiro concentra o maior número de formações, impulsionado pela maior presença das crianças em atividades aquáticas. Em 2025, o mês registrou 6.599 participantes.
Antes disso, novembro já se destaca como período estratégico, com média de 2.700 formações. A atuação nas escolas e a preparação para as férias ajudam a antecipar a conscientização.
Para o Corpo de Bombeiros Militar, o fim da temporada de verão não representa uma redução do risco, mas sim uma mudança de foco. A continuidade das ações ao longo do ano reforça o papel do Projeto Golfinho como ferramenta permanente de educação e prevenção, ampliando a segurança em diferentes ambientes aquáticos e fortalecendo a proteção das crianças catarinenses.
Da redação
Fonte: Secom
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