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SUS avalia PrEP injetável para prevenir HIV

SUS avalia PrEP injetável para prevenir HIV
Evento sediado no Brasil destacou avanços na prevenção combinada e o reconhecimento internacional pelo combate à transmissão vertical do HIV. (Foto: João Risi/MS)

Publicado em 29/07/2026

O Brasil sediou na segunda-feira (27/7), pela primeira vez na América do Sul, a 26ª Conferência Internacional de Aids. Na ocasião, o Ministério da Saúde apresentou estratégias de prevenção ao HIV no Sistema Único de Saúde (SUS), com a avaliação de novas tecnologias para ampliar as opções disponíveis à população.

Entre as possibilidades está a incorporação da PrEP injetável de longa duração, medicamento administrado a cada dois meses, cuja proposta foi encaminhada à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) e será analisada em agosto.

PREVENÇÃO COMBINADA

Atualmente, o SUS oferece a PrEP oral, destinada a pessoas que não vivem com o vírus e podem estar expostas a maior risco de infecção. A definição da estratégia de prevenção considera as necessidades e as condições de cada usuário.

O Ministério da Saúde também acompanha o desenvolvimento de novas tecnologias de prevenção do HIV, incluindo iniciativas de pesquisa e inovação realizadas no país, como o desenvolvimento de medicamentos de ação prolongada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com instituições privadas.

No SUS, estão disponíveis estratégias de prevenção, como preservativos, gel lubrificante, PrEP, PEP, testagem rápida e autoteste. A rede também oferece tratamento antirretroviral, acompanhamento clínico, monitoramento laboratorial e atendimento multiprofissional para as pessoas que vivem com HIV.

O Brasil alcançou, em dezembro de 2025, a certificação da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e da Organização Mundial da Saúde (OMS) pela eliminação da transmissão vertical do HIV como problema de saúde pública. O reconhecimento foi concedido após o país manter a taxa de transmissão abaixo de 2%, a incidência da infecção em crianças inferior a 0,5 caso por mil nascidos vivos e cobertura superior a 95% em pré-natal, testagem e tratamento das gestantes que vivem com HIV.

 

 

Da redação

Fonte: Governo Federal

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