Como evitar doenças em cães e gatos antes que apareçam?
Check-ups regulares, vacinação, vermifugação e alimentação equilibrada são essenciais para manter a saúde dos pets em dia
Quando o assunto é a saúde dos pets, ainda é comum que muitos tutores procurem o médico-veterinário apenas quando o animal já apresenta sinais de doença. No entanto, a medicina veterinária preventiva é a principal aliada para garantir longevidade, bem-estar e qualidade de vida a cães e gatos, evitando que problemas surjam ou se agravem silenciosamente.
“Assim como acontece com os humanos, a prevenção em animais de companhia vai muito além das vacinas. Ela inclui cuidados regulares, acompanhamento profissional e hábitos que ajudam o organismo do pet a se manter fortalecido ao longo da vida. Investir nesses cuidados é uma forma não só de proteger a saúde do animal, mas também de evitar despesas maiores e intervenções mais complexas no futuro”, destaca a médica veterinária Marina Tiba.
Um dos pilares da prevenção é a vacinação. “Os calendários vacinais para cães e gatos devem ser iniciados ainda nas primeiras semanas de vida, com reforços periódicos ao longo dos anos. As vacinas protegem contra doenças graves e, em muitos casos, fatais — como cinomose, parvovirose e leptospirose em cães, ou panleucopenia, rinotraqueíte e calicivirose em gatos”, explica a profissional.
Outro cuidado essencial é a vermifugação. Vermes intestinais, além de causarem desconforto digestivo, podem comprometer a imunidade, prejudicar o crescimento de filhotes e até representar riscos à saúde geral do pet. O protocolo de vermifugação deve ser definido com orientação veterinária, levando em conta a idade, o estilo de vida e a exposição ambiental do animal.
As visitas regulares ao médico-veterinário também fazem parte da prevenção. A recomendação é que cães e gatos saudáveis sejam avaliados pelo menos uma vez por ano — ou com mais frequência no caso de idosos, filhotes ou animais com doenças crônicas. Nessas consultas, o profissional pode identificar alterações ainda em estágios iniciais, muitas vezes antes que qualquer sintoma seja percebido pelo tutor. Exames de sangue, fezes e urina, além de avaliações odontológicas, cardíacas e ortopédicas, são ferramentas fundamentais nesse processo.
A alimentação equilibrada é outro ponto-chave da saúde preventiva. Rações de qualidade, prescrições específicas (quando necessárias) e ingestão adequada de água ajudam a manter o sistema imunológico fortalecido e o metabolismo em equilíbrio. Já uma dieta inadequada pode predispor o pet à obesidade, distúrbios digestivos e até doenças endócrinas, como diabetes e hipotireoidismo.
Além disso, a prevenção também inclui cuidados com o ambiente. “Manter a higiene dos espaços, evitar o acúmulo de fezes, controlar pulgas e carrapatos com produtos adequados e impedir o acesso a plantas ou substâncias tóxicas são atitudes simples que fazem diferença no dia a dia”, acrescenta Marina.
Outro aspecto importante é o bem-estar emocional dos pets, que também impacta diretamente a saúde física. Enriquecimento ambiental, socialização, brincadeiras, estímulos positivos e a feromonioterapia ajudam a reduzir o estresse, fortalecendo o organismo e prevenindo comportamentos compulsivos ou autodestrutivos.
Cuidar da saúde do pet de forma preventiva não é apenas uma demonstração de carinho — é um compromisso com a vida. Estar atento às necessidades do animal, manter a vacinação e a vermifugação em dia, visitar regularmente o médico-veterinário e oferecer um ambiente saudável são atitudes que fazem diferença no presente e garantem um futuro mais saudável para o seu companheiro.
Da redação
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