Golpe do Renajud cresce no mercado de usados
Venda de carros com restrições judiciais preocupa consumidores e lojistas
O avanço das fraudes na compra e venda de veículos usados tem acendido um alerta no setor automotivo brasileiro. Consumidores, lojistas e instituições financeiras enfrentam prejuízos cada vez mais frequentes em negociações que aparentam ser regulares. Entre os casos em destaque está o “golpe do Renajud”, que envolve a venda de veículos com restrições judiciais que impedem transferência ou até circulação.
O golpe ocorre quando um carro com bloqueios judiciais, ligados a processos trabalhistas, cíveis ou criminais, é vendido sem que o comprador saiba. Nesses casos, o veículo pode não ser transferido ou até ser apreendido em fiscalização. Há ainda estratégias mais sofisticadas, como uso de documentos desatualizados, intermediação para dificultar rastreamento e pressa na negociação para evitar checagens.
Segundo Sérgio Sousa, diretor de tecnologia da Infocar, a principal vulnerabilidade ainda é a falta de verificação prévia. “Muitos compradores confiam na aparência do veículo ou na negociação direta e deixam de consultar o histórico completo antes de fechar o negócio”, afirma.
Na prática, o golpe busca transmitir segurança: veículos em bom estado e documentação aparentemente regular escondem pendências como financiamentos em aberto ou bloqueios judiciais. O problema costuma ser descoberto apenas na tentativa de transferência ou licenciamento, quando o prejuízo já foi consumado.
Além da perda financeira, há risco patrimonial. Em casos de restrição de circulação, o veículo pode ser apreendido, agravando a situação do comprador.
Para evitar cair no golpe, é fundamental ficar atento a sinais como resistência do vendedor em fornecer informações, dificuldade com documentos e pressa para concluir a venda. A recomendação é realizar uma checagem completa do histórico do veículo, incluindo restrições judiciais, financeiras e administrativas, antes de qualquer pagamento.
Outras medidas aumentam a segurança, como validar a documentação nos órgãos competentes, formalizar a compra por contrato e priorizar encontros presenciais. Preços muito abaixo do mercado também devem levantar suspeitas.
Para o especialista, informação e cautela são as principais formas de prevenção. A consulta antecipada e a análise detalhada da documentação podem evitar prejuízos e transformar a compra em um bom negócio, e não em dor de cabeça.
Da redação
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