Gatos sem vacina enfrentam riscos fatais
Esquema vacinal não é permanente e exige reforços ao longo da vida do animal, especialmente após os primeiros anos
Doenças silenciosas, altamente contagiosas e, em alguns casos, letais ainda fazem parte da realidade dos gatos, especialmente quando o calendário de vacinação não está em dia. A imunização é apontada como uma das formas mais eficazes e acessíveis de prevenção, mas ainda exige atenção constante dos tutores para que seja feita corretamente ao longo da vida do animal, conforme destaca a veterinária Nathali Vieira.
Embora muitos responsáveis mantenham o esquema vacinal nos primeiros meses de vida dos filhotes, ainda é comum a ideia de que essas doses garantem proteção permanente, o que não corresponde à realidade. Em geral, entre os dois e três anos de idade, os anticorpos podem diminuir, tornando necessário o reforço das vacinas conforme a fase de vida do gato.
Principais vacinas indicadas para gatos
Entre as imunizações consideradas fundamentais está a V3 (tríplice), que protege contra panleucopenia, calicivirose e rinotraqueíte. Já a V4 (quádrupla) inclui as mesmas proteções da V3, somando ainda a proteção contra a clamidiose.
A mais completa entre as opções é a V5 (quíntupla), que reúne todas as proteções da V4 e acrescenta a imunização contra a leucemia felina (FeLV). Essa vacina, no entanto, só pode ser aplicada após teste negativo para FeLV e não é indicada para animais já positivos para a doença.
Além dessas, há a vacina antirrábica, obrigatória e essencial para a proteção contra a raiva, uma doença fatal para gatos e também transmissível aos seres humanos. Apesar de ser amplamente conhecida, ainda são registrados casos da enfermidade no país. Dados da Vigilância Sanitária indicam 50 ocorrências entre 2010 e 2025, reforçando a necessidade de manter a imunização em dia.
Calendário vacinal e recomendações
As orientações mais recentes da WSAVA (Associação Mundial de Veterinários de Pequenos Animais), seguidas internacionalmente, indicam que filhotes devem receber duas doses iniciais das vacinas com intervalo de 21 dias entre elas. Após essa fase, tanto a V4 quanto a V5 passam a ser aplicadas como reforço anual.
Esse calendário, no entanto, pode sofrer ajustes dependendo da região, especialmente em locais onde há maior circulação de determinadas doenças ou condições sanitárias mais críticas.
Proteção individual e coletiva
Além de proteger o próprio animal, a vacinação também ajuda a reduzir a circulação de vírus no ambiente, funcionando como uma espécie de barreira coletiva entre os pets. Isso tem impacto direto na saúde pública, especialmente no caso da raiva, que apesar de rara, é praticamente sempre fatal após o surgimento dos sintomas.
Manter o esquema vacinal atualizado, desde as primeiras doses na fase de filhote até os reforços anuais, é fundamental para garantir que o sistema imunológico do gato esteja preparado. Quando esse cuidado é negligenciado, o animal fica mais exposto a infecções e doenças graves que poderiam ser evitadas, reforça Nathali Vieira.
Da redação
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