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Proteção dos gatos depende de vacinação contínua
Especialista alerta que imunização inicial não garante proteção permanente aos gatos

Proteção dos gatos depende de vacinação contínua
A vacinação regular é uma das principais formas de proteger gatos contra doenças silenciosas e altamente contagiosas. (Foto: Freepik)

Publicado em 05/04/2026

Doenças silenciosas, altamente contagiosas e, em alguns casos, fatais, ainda fazem parte da realidade de muitos gatos, principalmente quando a vacinação não está em dia. Segundo a médica veterinária Nathali Vieira, grande parte dessas enfermidades pode ser evitada com um protocolo vacinal simples e acessível, desde que os tutores estejam atentos às aplicações e aos prazos corretos.

A especialista aponta que, embora a imunização seja mais comum na fase inicial da vida, ainda persiste a ideia equivocada de que as vacinas feitas nos primeiros meses são suficientes para toda a vida do animal. De acordo com Nathali, os anticorpos tendem a diminuir entre dois e três anos após a aplicação, o que torna indispensável a realização de reforços conforme a idade do gato.

Entre as principais vacinas indicadas estão a V3, que protege contra panleucopenia, calicivirose e rinotraqueíte; a V4, que inclui também a clamidiose; e a V5, considerada a mais completa, por abranger ainda a leucemia felina. A veterinária ressalta que, no caso da V5, é necessário realizar previamente o teste para FeLV, já que a vacina não é recomendada para animais que testam positivo.

Outro ponto destacado por Nathali Vieira é a importância da vacina antirrábica, obrigatória e essencial não apenas para os gatos, mas também para a saúde pública. A raiva, além de fatal para os animais, pode ser transmitida aos humanos. Dados da Vigilância Sanitária apontam 50 casos registrados no Brasil entre 2010 e 2025, o que, segundo a profissional, evidencia a necessidade de maior conscientização sobre a imunização.

Calendário exige atenção contínua

As orientações sobre vacinação seguem protocolos internacionais, atualizados anualmente pela Associação Mundial de Veterinários de Pequenos Animais (WSAVA). Conforme explica Nathali, a recomendação mais recente indica que filhotes recebam duas doses iniciais com intervalo de 21 dias. Após esse período, as vacinas como V4 e V5 devem ser reforçadas anualmente.

A veterinária observa que esse calendário pode sofrer ajustes conforme a realidade sanitária de cada região, especialmente em locais com maior incidência de doenças. Ainda assim, ela reforça que a eficácia das estratégias depende diretamente do comprometimento dos tutores em manter as vacinas em dia.

Além de proteger individualmente cada animal, a vacinação contribui para reduzir a circulação de vírus no ambiente, formando uma espécie de proteção coletiva. Nathali destaca que esse fator é especialmente relevante no caso da raiva, considerada praticamente 100% letal após o surgimento dos sintomas.

Manter o calendário vacinal atualizado, desde os primeiros meses de vida até a fase adulta, é fundamental para garantir a saúde dos gatos. Segundo a veterinária, atrasos ou falhas na imunização podem abrir espaço para infecções e doenças graves, comprometendo o bem-estar dos animais e aumentando riscos que poderiam ser evitados com medidas preventivas simples.

 

 

 

Da redação

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