Erros comuns ao escolher plantas para casa
Conhecer os quatro grupos botânicos ajuda a evitar escolhas incompatíveis com luz e umidade do ambiente
Os tipos de plantas se dividem em grupos botânicos que explicam o comportamento de cada espécie: por que algumas não sobrevivem ao sol pleno, por que outras morrem com excesso de água e por que certas árvores precisam de um espaço generoso.
Se você quer decorar a casa com plantas e evitar escolhas erradas, este conteúdo reúne os quatro grupos principais, com exemplos práticos e indicações por ambiente. Acompanhe e aproveite as dicas!
Como a botânica classifica as plantas?
Na botânica, os tipos de plantas são classificados em quatro grupos principais: briófitas, pteridófitas, gimnospermas e angiospermas. Para fazer essa divisão, entram critérios como vasos condutores, sementes, flores e frutos. De modo geral, briófitas não têm vasos, pteridófitas têm vasos e não formam sementes, gimnospermas produzem sementes sem frutos e angiospermas formam flores, frutos e sementes.
O que são briófitas e onde elas entram na decoração?
Briófitas são tipos de plantas de pequeno porte, sem vasos condutores de seiva, dependentes de umidade para sobreviver e se reproduzir. Musgos e hepáticas são exemplos comuns, presentes em jardins sombreados e composições com pedras e troncos.
Na decoração, essas plantas aparecem em jardins verticais internos, terrários fechados e painéis. Em ambientes internos, a versão preservada é a mais usada, porque o musgo vivo precisa de umidade constante, ventilação e luz indireta.
Por que as pteridófitas se adaptam tão bem a ambientes internos?
Pteridófitas são plantas vasculares que transportam seiva, mas ainda dependem de umidade para se reproduzir. Samambaias e avencas são os exemplos mais comuns, e se desenvolvem melhor em espaços com luz indireta, ar fresco e boa umidade.
Além disso, as avencas são mais sensíveis que as samambaias: pedem luz filtrada, substrato sempre úmido e proteção contra o vento. Por isso, ganham destaque em propostas com visual orgânico e tropical, onde o ambiente já oferece essas condições naturalmente.
O que diferencia as gimnospermas das demais plantas?
As gimnospermas são um dos tipos de plantas que produzem sementes sem fruto. Essas sementes ficam expostas em estruturas chamadas estróbilos, que muita gente conhece como pinhas. Pinheiros, araucárias e sequoias são exemplos bem conhecidos, com porte avantajado e crescimento em geral mais lento do que o da maioria das espécies ornamentais.
São mais usadas em áreas externas e aparecem menos em vasos ou ambientes internos, por conta do grande porte. A araucária, nativa do Sul do Brasil, é uma escolha marcante no paisagismo e traz presença escultural ao jardim com espécies nativas.
Por que as angiospermas aparecem tanto na decoração?
As angiospermas formam o grupo mais diverso do reino vegetal: plantas com flores e frutos que envolvem a semente. Rosas, ipês, mangueiras, orquídeas e bromélias fazem parte desse grupo, assim como a maioria das espécies ornamentais usadas em casas, apartamentos e jardins.
As possibilidades decorativas nos tipos de plantas desse grupo são praticamente infinitas, com espécies de folhagem densa, floríferas, pendentes e arbóreas para uso tanto em ambientes internos quanto em jardins externos.
Que tipo de planta combina com o ambiente da sua casa?
Antes de comprar qualquer espécie, observe o quanto de luz natural o ambiente recebe e se o ar tende a ser seco ou úmido. Esses dois dados já eliminam boa parte das opções inadequadas.
Sala e hall de entrada
Ambientes internos com luz indireta, como a sala e o hall de entrada, pedem angiospermas de sombra ou meia-sombra, como costela-de-adão, ráfis e lírio-da-paz. Pteridófitas, como a samambaia, também se adaptam bem a esses espaços, desde que a rega seja regular e o vento não atinja as folhas diretamente.
Quarto
Quartos combinam com tipos de plantas de baixa manutenção e que toleram ambientes mais secos, como suculentas e espada-de-são-jorge. Para quem prefere folhagem, lírio-da-paz e zamioculcas são angiospermas que funcionam bem com luminosidade reduzida e ar-condicionado constante.
Cozinha
Na cozinha, a umidade, a luz que muda ao longo do dia e a variação de temperatura criam um ambiente bom para angiospermas aromáticas, como manjericão, alecrim e hortelã. Elas ajudam no preparo das refeições e ainda deixam bancadas e prateleiras mais bonitas com um aroma agradável.
Home office
Em ambientes de trabalho, plantas mais discretas e fáceis de cuidar funcionam melhor na rotina. Suculentas, zamioculcas e espada-de-são-jorge são angiospermas que toleram luz artificial e intervalos maiores entre regas, ideais para escritórios domésticos.
Banheiro e lavanderia
Banheiros e lavanderias podem favorecer espécies que gostam de umidade, como avencas e fitônias. Musgos também aparecem nesses ambientes, inclusive em vasos, mas precisam ficar longe do vapor quente direto. Mesmo nesses espaços, essas espécies precisam de ventilação, luz indireta e temperatura estável para se desenvolver bem.
Varanda e jardim de inverno
Varandas cobertas são ótimas para pteridófitas, bromélias e angiospermas de meia-sombra. No jardim de inverno, como a luz fica mais controlada, espécies de sombra se desenvolvem melhor, como lírio-da-paz, areca e antúrio.
Jardim externo
No jardim externo, espécies mais resistentes ao sol e ao vento se encaixam com mais facilidade, como espada-de-são-jorge e bromélias. Em áreas amplas, também existe espaço para gimnospermas e angiospermas arbóreas, como ipês, palmeiras e araucárias.
Da redação
Fonte: Viva Decora
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