Natureza assume o protagonismo na mostra catarinense
Com o tema Semear Sonhos, a mostra une arte, arquitetura e sustentabilidade em experiências sensoriais que celebram o vínculo entre o ser humano e o meio ambiente
No ano em que o tema Semear Sonhos inspira arquitetos, designers e paisagistas, a CASACOR Santa Catarina | Florianópolis 2025 apresenta múltiplas expressões da natureza em seus projetos. A biofilia, o verde como protagonista, aparece nos ambientes como Casa Dimas, Praça Mergulho Urbano, Café dos Amigos, Jardim Concreto e Jardim Sementes Brasileiras. O visitante pode experimentar novas formas de convivência, integração e respeito à terra.
Casa Dimas, o elo entre cidade e natureza
Assinada pela Octaedro Arquitetura, a Casa Dimas abre o percurso da CASACOR SC com uma proposta que une arquitetura, consciência ecológica e poesia espacial. Localizada na fachada principal da mostra, a casa-showroom da Dimas Construções foi erguida a partir do reaproveitamento da antiga estrutura em madeira e vidro, reforçando o compromisso com a sustentabilidade e a preservação dos recursos.
O paisagismo, integrado ao projeto arquitetônico, transforma o ambiente em um oásis urbano: o jardim central atravessa o pé-direito alto e conecta o interior à paisagem, permitindo uma experiência sensorial e fluida. A biofilia é protagonista, e os tons terrosos, a madeira e a transparência criam um espaço que acolhe e inspira. Segundo os arquitetos Emanueli Schneiders e Leonardo Gazzoni, “semear sonhos é também abrir-se ao futuro e às conexões que nascem entre pessoas, cidade e paisagem”.
Praça Mergulho Urbano, o frescor improvável
O escritório Terraço Paisagismo propõe, em meio a um galpão industrial, um jardim de contemplação que desafia expectativas. A Praça Mergulho Urbano surge como um refúgio tropical em plena área fabril: névoa, espelhos d’água e vegetação aquática criam uma atmosfera de sonho, em que o visitante é convidado a “mergulhar” em sensações.
A iluminação âmbar, o arco suspenso com sistema de nebulização e a preservação dos traços originais do galpão compõem uma narrativa sobre memória e renovação. A proposta, mais do que estética, é uma experiência sensorial completa — um lembrete de que a natureza pode florescer nos lugares mais improváveis.
Café dos Amigos, o jardim do afeto
Assinado pelo coletivo Dez Arq.Design, o Café dos Amigos traduz o espírito de convivência e troca que define o tema da mostra. Com 350 m² e vegetação abundante, o espaço recria o conceito de “cidade-jardim” em uma escala social e acolhedora.
Inserido no coração da mostra, o café propõe um encontro entre arquitetura, natureza e convivência, valorizando materiais naturais — madeira, pedra, cerâmica artesanal e vegetação tropical — em um ambiente de atmosfera leve e afetiva. As árvores de grande porte integram o interior e o exterior. Mais do que um ponto de pausa, o café é um espaço de pertencimento e celebração das relações humanas.
Jardim Concreto, respiro poético
A designer de interiores Jeane Silva transforma um simples corredor da mostra em um refúgio verde e sensorial. No Jardim Concreto, a natureza se impõe sobre a rigidez do material urbano: vegetação orgânica, pedra natural, madeira e luz difusa criam uma atmosfera de introspecção e serenidade.
Com uma paleta que mistura o cinza do concreto, o verde da vegetação e o azul suave, o espaço convida o visitante a desacelerar. O projeto propõe uma reflexão sobre a importância dos “espaços de passagem”, que aqui se tornam momentos de contemplação.
A tendência apresentada é clara: a integração da natureza a todos os ambientes da casa, mesmo os mais funcionais, como forma de promover bem-estar e equilíbrio.
Jardim Sementes Brasileiras, um ato de amor à terra
Encerrando o circuito, o ambiente Jardim Sementes Brasileiras — Conexão e Pertencimento, das paisagistas Adriana Alves e Carolina Soder (do escritório O Jardim Paisagismo), é um manifesto ecológico e cultural. Com 350 m² e um paisagismo formado exclusivamente por espécies nativas do Brasil, o espaço celebra a biodiversidade e os saberes ancestrais.
Inspirado nas cidades-jardins de Ebenezer Howard e nas cosmologias dos povos originários, o jardim propõe um novo pacto entre cidade e natureza, entre modernidade e ancestralidade. Elementos como muro de tijolos artesanais, fonte de ferro fundido e lareiras ecológicas compõem uma paisagem de pertencimento e identidade. O uso de plantas adaptadas e a captação de água da chuva reforçam o compromisso com a sustentabilidade.
Mais do que um espaço decorativo, o jardim é um ato de amor à terra brasileira e um convite à reconexão.
Da redação
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