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Saiba como utilizar as cores do ano na decoração
Profissionais explicam como aplicar as tonalidades do ano sem descaracterizar os espaços

Saiba como utilizar as cores do ano na decoração
Cores do ano ganham espaço na decoração ao refletir comportamento, emoções e busca por equilíbrio. (Foto: Douglas Camargo)

Publicado em 21/01/2026

A cada início de ano, o universo da arquitetura e da decoração se renova a partir do anúncio das cores que irão nortear projetos, produtos e ambientes. Mais do que tendências passageiras, essas tonalidades refletem comportamentos, emoções e desejos coletivos, transitando entre o conforto, a conexão com a natureza e a busca por equilíbrio emocional. Diante de uma cartela que vai do branco clássico aos verdes vibrantes e azuis profundos, surge uma dúvida recorrente: como usar as cores do ano sem abrir mão da personalidade e do estilo de cada morador?

Entre os destaques, o Pantone Cloud Dancer, um branco leve e quase etéreo, surge como base perfeita para quem busca luminosidade, atemporalidade e sensação de amplitude. Já o Coral Azul Puro, com seu simbolismo de equilíbrio e serenidade, reforça a necessidade de ambientes que transmitam calma e estabilidade em meio à rotina acelerada. A paleta se expande ainda com o Suvinil Tempestade, um rosa acinzentado sofisticado, e o Cipó da Amazônia, verde amarelado vibrante que remete à natureza tropical e à vitalidade. No cenário internacional, a aposta da WGSN e Coloro, o Transformative Teal, apresenta uma fusão fluida entre azul escuro e verde aquático, refletindo transformação, profundidade e inovação.

Para a designer de interiores Daiane Antinolfi, a aplicação das cores do ano deve partir do entendimento do estilo de vida dos moradores. “As cores não precisam dominar o ambiente; elas podem aparecer em detalhes, texturas e pontos focais, criando atualização visual sem descaracterizar o projeto”, explica. Segundo ela, almofadas, poltronas, marcenaria pontual e obras de arte são recursos eficientes para inserir tendências com flexibilidade.

O arquiteto Pedro Coimbra ressalta que a escolha cromática também dialoga com a arquitetura do espaço. “Tons claros como o Cloud Dancer valorizam a luz natural e funcionam muito bem como pano de fundo, enquanto cores mais intensas ganham força quando aplicadas de forma estratégica, respeitando volumes e proporções”, conclui o profissional.

Já o arquiteto Marcos Serrano Miralles destaca a influência direta das cores na percepção sensorial dos ambientes. “Azuis e verdes, como o Transformative Teal ou o Cipó da Amazônia, criam uma atmosfera de acolhimento e conexão com a natureza, algo cada vez mais desejado nos projetos residenciais e corporativos”, pontua.

Segundo Anderson Macena, o Cloud Dancer interfere na iluminação do ambiente, pois maximiza tanto a luz natural quanto artificial, ampliando visualmente o espaço, por isso, a temperatura da lâmpada irá determinar o clima do ambiente. “Ao escolher a luz quente, é possível criar um ambiente acolhedor, suave e convidativo. Já a luz fria agrega uma sensação de clareza e serenidade ao espaço”, complementa Macena.

Na mesma linha, a designer Daniela Ferro reforça que as cores tendência não precisam seguir uma regra rígida. “O segredo está na combinação: misturar tonalidades atuais com materiais naturais, como madeira, pedra e fibras, traz equilíbrio visual e torna o espaço mais atemporal”, comenta.

Além da estética, o impacto emocional das cores tem ganhado protagonismo nos projetos contemporâneos. A psicóloga Dra. Cristiane Pertusi explica que a escolha cromática interfere diretamente no humor e no comportamento. “Cores suaves tendem a promover relaxamento e segurança, enquanto tons vibrantes estimulam criatividade e energia, sendo ideais para espaços de convivência”, esclarece.

Sob a ótica da neurociência, a neuropsicanalista Carla Salcedo complementa que o ambiente influencia o bem-estar de forma inconsciente. “As cores atuam no cérebro emocional, podendo reduzir o estresse, aumentar a sensação de conforto ou estimular estados de atenção, o que torna a escolha cromática uma ferramenta poderosa para a qualidade de vida”, conclui.

 

 

 

Da redação

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