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Picapes e SUVs concentram maioria das vendas
Crescimento contínuo das duas categorias pressiona segmentos tradicionais e reduz diversidade no mercado

Picapes e SUVs concentram maioria das vendas
SUVs e picapes atingem participação recorde no mercado brasileiro, concentrando quase dois terços dos licenciamentos e reduzindo o espaço de outras categorias tradicionais. (Foto: IA)

Publicado em 14/04/2026

O mercado brasileiro de veículos está cada vez mais concentrado em duas categorias: utilitários esportivos e picapes. Modelos dos dois segmentos responderam por 64% dos licenciamentos no primeiro trimestre, maior índice já registrado na história do setor. 

A comparação com os quatro anos anteriores mostra crescimento de quase 10 pontos porcentuais dessa fatia. Em 2023, SUVS e picapes de todos os portes representaram 54,4% dos emplacamentos, passando para 56,9% no ano seguinte e chegando a 61,7% em 2025.

Os maiores responsáveis por esse salto, naturalmente, são os utilitários esportivos. Sozinhos, eles representaram 35,9% das vendas de automóveis e comerciais leves em 2023, ampliaram a penetração em 2 pontos  porcentuais no ano seguinte e estabeleceram 43% no ano passado. Neste último primeiro trimestre já encostaram em 46%.

A pujança das vendas de utilitário esportivos fica ainda mais explícita quando se avalia somente o universo dos negócios com carros de passeio. Neste caso, eles já representam 58% dos licenciamentos, 12,5 pontos porcentuais a mais do que há apenas três anos.

A contribuição das picapes tem se mantido no patamar de 18% a 19% nos últimos anos, índice que tem tudo para  avançar um tanto mais a partir deste ano e especialmente de 2027.

Até lá, alguns dos atuais modelos ganharão novas gerações, outros recém-lançados entrarão em ritmo comercial mais acentuado e ainda debutarão nas concessionárias produtos inéditos de marcas que ainda hoje não atuam no segmento.

É o caso da BYD, que já tem “na agulha” uma picape nacional do porte da Toro. A representante da Fiat, líder do segmento intermediário, também ganhará a concorrência da Volkswagen Tukan, produzida no Paraná, e da Renault Niagara, que substituirá a veterana Oroch.

Com reforços dessa magnitude nas picapes e, de outro lado, a voracidade do programa de lançamentos de utilitários esportivos que não arrefece desde que a Jeep apresentou o Renegade nacional, em 2015, ganhou mercado e deflagrou a “febre SUV”, é bem provável que a dupla SUV-picape sigam com participações ascendentes não só em 2026, mas também em 2027, 2028.

Das treze categorias de automóveis de passeio definidas pela Fenebrave, media dúzia estão, digamos, extintas desde meados dac década passado, como as de station wagons e hatches médios, para ficar apenas naquelas que um dia tiveram pesos relevantes nos licenciamentos.

Outras três têm somente — somadas! — 6% das vendas, enquando os sedãs compactos representam 4,6% e os carros mais baratos, chamados de entrada, somam 6,7%.

Não será surpresa, portanto, se em mais um ou dois anos, a lista de extintas ganhar uma ou duas outras categorias, igualmente esquecidas pelos consumidores que só pensam, ou encontram na prateleira de novidades, utilitários esportivos e picapes.

 

 

Da redação

Fonte: AutoIndústria

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