Audiência expõe impasses na obra da SC-401
Comunidade cobra drenagem eficiente e mais segurança na mobilidade urbana
A ampliação da SC-401, principal ligação entre o Centro e o Norte da Ilha, voltou a ser debatida em Florianópolis. Em audiência pública realizada na noite de quarta-feira (8), na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), moradores, especialistas e representantes do governo discutiram os impactos da obra de triplicação, com foco em drenagem e mobilidade.
O encontro foi promovido pela Comissão de Transportes, Desenvolvimento Urbano e Infraestrutura, por solicitação do deputado Marquito (Psol), e deu continuidade a discussões iniciadas no ano passado.
Demandas ainda sem solução
Esta foi a segunda audiência sobre o tema. De acordo com o parlamentar, questões levantadas anteriormente seguem pendentes, como melhorias na drenagem, implantação de ciclovias, criação de faixa exclusiva para ônibus e segurança para moradores durante as obras.
A preocupação é evitar que a intervenção aumente os transtornos já enfrentados pela população.
Relatos de moradores
Representantes de bairros como Monte Verde, Cacupé e Saco Grande relataram problemas recorrentes, principalmente ligados a alagamentos e dificuldades de mobilidade.
Entre as queixas estão enchentes mais intensas, falta de pontos de ônibus adequados, travessias inseguras e ausência de infraestrutura para pedestres e ciclistas. Entidades também cobraram a construção da ciclovia e melhorias na acessibilidade.
Avanços e previsão
O superintendente da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Mobilidade (SIE), Vissilar Pretto, afirmou que cerca de 75% das obras de drenagem já foram concluídas. O Estado prevê ampliar uma galeria em Cacupé e realizar um estudo de macrodrenagem na região.
Também foi anunciada a implantação de uma ciclovia de 6,59 quilômetros, além de calçadas. A definição sobre faixa exclusiva de ônibus, segundo o governo, depende da Prefeitura de Florianópolis, que não participou da audiência.
A previsão é de que a triplicação, junto com ciclovias e passeios, seja finalizada até outubro.
Avaliação técnica
Especialistas também participaram do debate. O arquiteto Lino Peres fez críticas à condução da obra, enquanto o engenheiro supervisor Guilherme Alves Pereira destacou que ainda há etapas em andamento e reconheceu limitações na mobilidade atual.
Apesar dos avanços apresentados, moradores seguem cobrando soluções mais rápidas e eficazes para os problemas enfrentados no dia a dia.
Da redação
Fonte: Alesc
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