Bastidores do Carnaval de Floripa revelam megaoperação
Mais de 4 mil trabalhadores atuam na montagem, operação e desmontagem da maior festa popular da Capital
Muito antes do primeiro bloco tomar as ruas e dos shows começarem, o Carnaval de Rua de Florianópolis está há meses a todo vapor nos bastidores. É necessário um esquema complexo, envolvendo equipes de diferentes áreas, para assegurar que tudo saia conforme o esperado pelos mais de 1,5 milhão de pessoas que devem prestigiar a folia.
Montagem em meio à rotina da cidade
A montagem da estrutura é apontada como o ponto mais delicado de toda a logística, justamente por acontecer em espaços públicos e em meio à rotina normal dos moradores. “O Carnaval de Rua de Florianópolis é um projeto que totaliza mais de 80 mil metros quadrados de arenas, todas implantadas em locais públicos e integradas ao dia a dia da cidade”, explica Fernando Ligório, CEO do Grupo 4ZERO4, responsável pela organização do evento na cidade.
Segundo ele, o processo de montagem começa com pelo menos 15 dias de antecedência e exige um planejamento minucioso. Durante esse período, bairros seguem com moradores circulando, comércio funcionando e turistas chegando. “Não basta estar alinhado apenas com a prefeitura e os órgãos competentes. É fundamental um trabalho de articulação e comunicação constante com a comunidade local, garantindo que ninguém seja impactado de surpresa”, afirma.
Operação em tempo real
Quando a festa começa, o desafio muda de foco. A operação passa a ser em tempo real, justamente no momento em que Florianópolis atinge seu pico de ocupação. Garantir o fluxo seguro dos foliões dentro das arenas e, ao mesmo tempo, manter o acesso de moradores às residências localizadas no entorno exige decisões rápidas e capacidade de adaptação. “Essa convivência exige planejamento fino, equipes bem distribuídas e tomada de decisão ágil”, destaca Fernando.
Comunicação como centro estratégico
Nesse contexto, a comunicação assume papel estratégico. Com público nas ruas, imprensa em campo, redes sociais ativas e marcas em ação, a área funciona como um verdadeiro centro de controle. “É quando tudo acontece ao mesmo tempo. A Comunicação orienta o público, apoia a imprensa e ajusta mensagens em tempo real, ajudando a transformar uma operação gigantesca em uma experiência organizada, segura e acolhedora”, diz o Head de Comunicação do Grupo 4ZERO4, Diego Nogueira.
Ao todo, o Carnaval de Rua mobiliza, de forma direta, mais de 4 mil profissionais, entre equipes de produção, montagem, operação, segurança, limpeza e atendimento ao público. São nove arenas espalhadas pela cidade, cada uma dimensionada conforme o perfil do público e as características da região. “É uma operação comparável à de grandes festivais nacionais, o que ajuda a traduzir a grandiosidade do evento”, resume Fernando Ligório.
Impacto econômico e legado
Além das equipes diretas, dezenas de empresas terceirizadas atuam de forma integrada em áreas como sonorização, iluminação, segurança privada, limpeza urbana, alimentação, tecnologia e monitoramento. A coordenação centralizada garante padronização e eficiência, mesmo com realidades diferentes em cada arena. Para Ligório, esse modelo reforça o caráter coletivo do evento e seu impacto econômico. “O Carnaval vai além da festa. Ele mobiliza a economia local, gera empregos temporários e ativa cadeias criativas”, afirma.
Durante os dias de evento, diversas frentes funcionam simultaneamente: produção de palco, segurança integrada, controle de acessos, monitoramento por câmeras, limpeza contínua, atendimento médico e logística de abastecimento. Tudo é acompanhado por centros de controle que ajustam a operação conforme a dinâmica da festa, garantindo fluidez e resposta rápida a qualquer situação.
Após o encerramento do Carnaval, a desmontagem também segue um cronograma definido. Os principais acessos são liberados em até dois dias, e em cerca de uma semana toda a estrutura é retirada, permitindo que a cidade retome sua rotina. “O pós-evento também é estratégico do ponto de vista da Comunicação, reforçando mensagens de responsabilidade, cuidado com a cidade e legado positivo”, ressalta Ligório.
Para o CEO do Grupo 4ZERO4, o maior desafio — e também o principal diferencial — de Florianópolis está na diversidade. “Não existe um único Carnaval. São vários carnavais acontecendo ao mesmo tempo, em diferentes regiões, com públicos e tradições próprias”, diz Ligório.
Da redação
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