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Berlinale começa com mais de 200 filmes de 28 países na programação
Cult e político, o Festival de Berlim reúne celebridades do cinema mundial com um grande cardápio multicultural de gêneros

Berlinale começa com mais de 200  filmes de 28 países na programação
A abertura da 76ª edição da Berlinale reuniu nomes centrais da indústria cinematográfica mundial em Berlim. (Foto: Divulgação)

Publicado em 17/02/2026

A Abertura oficial da 76ª. Edição do Festival Internacional de Cinema de Berlim, a Berlinale, na quinta-feira (12/02), reuniu as grandes cabeças da indústria cinematográfica mundial. A diretora do festival, Tricia Tuttle, e o presidente do júri, Wim Wenders, deram início ao Festival com uma cerimônia festiva.

 

Michele Yeoh com Sean Baker fazendo a homenagem oficial.

 

Homenagem

Durante a Gala de Abertura, o Júri Internacional foi apresentado e o Urso de Ouro Honorário entregue a Michelle Yeoh, uma das atrizes mais versáteis e influentes de sua geração. O vencedor do Oscar, Sean Baker (Anora), fez o discurso de homenagem.

A noite de gala foi apresentada por Désirée Nosbusch, envolta a muitas outras celebridades. Entre eles Karim Aïnouz, diretor cearense que está na seleção competitiva para o Urso de Ouro com o filme "Rosebush Pruning", e mais dezenas de estrelas como Bella Ramsey, Siri Hustvedt, Neil Patrick Harris, Radu Jude, Anwar Hashimi, Iris Berben, Daniel Brühl, İlker Çatak, August Diehl, Lars Eidinger, Maren Eggert, Mala Emde, Jan Ole Gerster, Jella Haase, Tom Tykwer, Edin Hasanovic, Damian Hardung, Karoline Herfurth, Andreas Kleinert, Frederick Lau, Susanne Wolff, Oliver Masucci, Jannis Niewöhner, Christian Petzold, Max Riemelt, Emilia Schüle, Jannik Schümann, Matthias Schweighöfer e Ruby O. Fee.

Avant première dá o tom do festival

O filme de abertura - com o drama afegão "No Good Men" ("Sem homens bons", em tradução livre para o português) deu o tom cult e político que define a Berlinale. Da premiada diretora Shahrbanoo Sadat se passa na véspera da ofensiva talibã de 2021. Combinando urgência política e comédia romântica, o filme conta a história de uma operadora de câmera de televisão desanimada com a falta de pretendentes românticos interessantes na sociedade profundamente patriarcal do Afeganistão.

 

Elenco e produção de filme No Good Men, na abertura do Berlinale.

 

Com mais de 200 obras no programa da Berlinale deste ano, a diretora do festival, Tricia Tuttle, disse que Berlim "não tem medo de defender e apoiar filmes muito políticos", capazes de "gerar debates difíceis". E a prova está no sucesso popular do evento. Só na edição do ano passado, a Berlinale alcançou um recorde histórico de vendas de 336 mil ingressos em menos de 10 dias de festival. Fica o desafio de se repetir a mesma façanha neste ano.

Definindo como “prazeres escapistas” alguns dos filmes escolhidos para o evento com o intuito de apoiar uma indústria cinematográfica em dificuldades, Tuttle reforça a ampla diversidade de gêneros na seleção, que vão do terror a comédias românticas, mesclando com filmes experimentais. "Todo tipo de cinema é político de alguma forma, mesmo quando se trata de um olhar mais íntimo e pessoal sobre questões culturais e sociais do mundo", argumenta Tuttle.

 

Feira de Negócios acontece em paralelo com o Festival

 

Maratona cinematográfica começou na sexta-feira.

Com uma intensa presença brasileira – 10 filmes ao todo - a 76ª edição do Festival de Berlim começa hoje e prossegue até 22 de fevereiro. Ao todo, na competitiva, 28 países estarão representados em um total de 22 produções — 20 delas inéditas. Nenhuma produção é brasileira, infelizmente. Formado em Brasília, o cearense Karim Aïnouz comparece com Rosebush Pruning, mas numa rede de coprodução que une Itália, Alemanha, Espanha e Reino Unido. Todas as produções brasileiras estão nas sete mostras paralelas à competitiva.

A maratona é gigante para jornalistas, cinéfilos, produtores e distribuidores do mundo todo que estão em Berlim para tentar ver o máximo dos 200 filmes a serem exibidos. Tudo isso concorrendo com programações paralelas de conferências de imprensa, negociações de mercado, debates, exposições, seminários e eventos de avant premières dos principais filmes. Uma verdadeira Disneylândia para os entusiastas e entusiasmados pelo cinema. Berlim é a sede do cinema mundial pelos próximos dez dias.

 

Eventos paralelos como o seminário Berlinale Talks.

 

 

Direto de Berlin, por Karin Verzbickas

 

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Sobre o autor

Karin Verzbickas

Karin Verzbickas

Jornalista conhecida por suas resenhas de filmes no Jornal Imagem da Ilha


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