Conheça os vereadores que barraram a federalização do caso Orelha
Parlamentares ficaram divididos diante de alegações de possível interferência local na investigação
A Câmara Municipal de Florianópolis decidiu não apoiar o pedido de federalização das investigações sobre a morte do cão Orelha, caso que mobilizou a cidade após denúncias de maus-tratos na Praia Brava, no Norte da Ilha. A moção foi analisada na sessão de terça-feira (24), mas não alcançou o número mínimo de votos para ser aprovada e acabou arquivada.
O documento precisava de 12 votos favoráveis. Recebeu 10. Outros cinco vereadores se posicionaram contra.
A proposta havia sido apresentada pelo vereador Afrânio Boppré (Psol), que defendeu a transferência do processo para a esfera federal.
Argumentos pela federalização
Segundo o parlamentar, há questionamentos sobre a condução inicial do inquérito pela Polícia Civil. Ele apontou a existência de indícios de interferência local, possibilidade de impunidade e eventual proteção a suspeitos envolvidos na morte do animal.
Na justificativa da moção, Afrânio sustentou que, diante das dúvidas sobre a isenção da apuração e de um possível conflito de interesses, seria necessário encaminhar o caso à Polícia Federal, ao Ministério Público Federal e à Justiça Federal.
O pedido de federalização também vem sendo defendido por ativistas, organizações não governamentais e parlamentares de outras cidades do país.
Resultado da votação
Votaram a FAVOR da moção: Arlino Boppré, Bezerra, Bruno Ziliotto, Camasão, Carla Ayres, Gilberto Pinheiro (Gemada), Gui Pereira, Ingrid Sateré Mawé, Josimar Pereira (Mamá) e Ricardo Pastrana.
Foram CONTRÁRIOS: Adrianinho, Diácono Ricardo, Dinho, João Padilha e Pri Fernandes.
Não tiveram voto registrado: Bericó, Claudinei Marques, Jeferson Backer, Manu Vieira, Pastor Gilmar Torquato, Rafael de Lima (Rafinha) e Renato da Farmácia.
O presidente da Casa, João Cobalchini, não vota nas deliberações, conforme o regimento interno.
Com a rejeição da moção, o processo permanece sob responsabilidade das autoridades estaduais.
Relembre o caso que chocou e emocionou o Brasil.
Da redação
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