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Investimento em cultura é investimento nos negócios, por Octávio Lebarbenchon
Relação entre arte e gestão mostra como cultura gera valor humano e institucional

Investimento em cultura é investimento nos negócios, por Octávio Lebarbenchon
Investir em cultura é reconhecer que empresas são feitas de pessoas e para pessoas, indo além dos indicadores financeiros. (Foto: Freepik)

Publicado em 16/12/2025

Se tem um tema que sou fascinado é a relação direta entre as artes, a cultura e o mundo racional dos negócios.

Há mais de 30 anos sempre busquei juntar o mundo dos negócios com a arte. O ser humano é alma e a cultura, as artes, o teatro, o cinema etc. são a essência da alma.

Se tem uma coisa que faz bem para as organizações é quando as empresas entendem o seu papel em investir na alma das pessoas, nas artes.

Esta semana tive mais uma experiência que me emocionou, fui assistir o TCC do meu filho na ufsc e qual era o tema? Um estudo estratégico do grupo armação, o grupo de teatro mais antigo de SC. Que maravilha ouvir a história deste grupo que resiste bravamente a todas as evoluções tecnológicas e nos dá um recado do quanto a arte do teatro é apaixonante e merecedora de todos os elogios.

Vi no trabalho tudo que uma empresa tem: missão, visão, valores, metas e até uma central da marca, aliás uma linda marca tem o grupo armação.

Percebemos o espírito empreendedor do grupo misturado com muito propósito.

As empresas que são feitas por pessoas e para pessoas não devem nunca deixar de investir na cultura da sua cidade, do seu país e do planeta.

Quebrar o gelo básico dos resultados financeiros pelos resultados emocionais e culturais é um recado de que a empresa está conectada com o mundo onde vive. O legado de uma organização não se dá apenas pelos lucros ou pela quantidade de produtos vendidos, se dá também por quanto envolvimento esta empresa tem com a cultura, com as artes e todas as expressões culturais. A sensibilidade de uma organização é percebida por quanto ela investe, vive e participa da cultura que está ao seu redor.

Convido a todas as empresas a deixaram a sua marca, o seu legado na vida das pessoas.

Não esqueçam, pessoas são feitas para pessoas, portanto não há nenhuma inteligência artificial que vá entender um sorriso, um choro ou as simples e profundas emoções que o cinema, o teatro ou artes podem trazer.

Portanto invistam em cultura, os resultados serão eternos e perenes.

A arte é a alma, a alma só encontramos nas pessoas e as pessoas são o sentido de o mercado existir.

 

Leia também:

- As lições de Al Maktoum para além do petróleo, por Vinicius Lummertz

 

 

 

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Sobre o autor

Octávio Lebarbenchon

Octávio Lebarbenchon

Empresário, consultor, conselheiro e professor universitário há mais de 30 anos na UDESC/Esag das matérias de negociação, vendas e liderança.


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