Raul Sartori apresenta mix de notícias políticas de SC - 11/02
Racismo 1
Lê-se na mídia nacional acusações de racismo por parte do governador Jorginho Mello por sancionar a polêmica lei que proíbe cotas raciais nas universidades públicas que recebem recursos do Estado (Udesc e vinculadas à Acafe). Resposta contrária pode ser encontrada na lei estadual 19.691, sancionada há dias, que institui o Programa do Cartão Vermelho para o Racismo, com objetivo de combater e coibir manifestações de racismo em partidas de futebol em território catarinense.
Racismo 2
Na constatação de ato racista explícito, durante uma partida de futebol, entre os atletas, o árbitro responsável deverá mostrar o cartão vermelho ao autor da manifestação racista, que será imediatamente expulso do campo de jogo, devendo constar em súmula. Serão igualmente punidos os autores de ato racista membros de comissão técnica, da equipe de arbitragem e dos clubes durante as competições estaduais.
SC na pauta
A lei estadual acabando com as cotas raciais, o caso do cão Orelha, Carlos Bolsonaro, o julgamento do senador Jorge Seif e agora a acusação por abuso sexual contra o ministro Marco Buzzi, fora outros, de somenos importância. Assuntos que têm colocado SC na pauta da mídia nacional há quase um mês. Qual será o próximo? A prevalecer o histórico, a farra do boi, se acontecer, tem tudo para ser o eleito.
Salvação
Nos últimos dias e horas, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), procurou integrantes do Tribunal Superior Eleitoral e influentes personalidades do meio jurídico para defender a preservação do mandato do senador catarinense Jorge Seif (PL-SC). A alegação é que não há provas de abuso de poder econômico para cassá-lo.
Terceira via
Uma nova pesquisa nacional divulgada ontem aponta que Flávio Bolsonaro é rejeitado por 49% dos eleitores, e Lula por 48%. São índices impressionantes e motivo mais que eloquente para a necessidade de uma terceira via, que fuja da estressante polarização atual que, literalmente, encheu, em todos os sentidos.
Amin vice
Entre as especulações de horas recentes acerca da indefinição de quem será quem para o Senado em SC, está a possibilidade de o senador Esperidião Amin (PP) ser vice na chapa de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Assim, Carlos Bolsonaro e Caroline de Toni ocupariam as duas vagas da direita, sem diatribes.
Ensino
O Serviço Nacional da Indústria (Senai-SC) registrou, em 2025, 134,2 mil matriculados em cursos profissionais e 21,3 mil em cursos técnicos. O volume de matrículas é superior à população de 285 dos 295 municípios de SC. Cursos, diga-se de passagem, de excelente qualidade.
Dentro do pacto
Com os números de casos na área parecendo uma epidemia (52 no ano passado) o governo de SC finalmente acaba de aderir ao Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios. A iniciativa reúne os três Poderes da República no combate à violência contra as mulheres. A confirmação ocorreu após representantes do Executivo catarinense participarem, na semana passada, de agenda no Ministério das Mulheres, em Brasília. SC tem seu plano estadual, lançado em agosto do ano passado. Desde então foram criadas 26 novas delegacias especializadas.
Fantasmas
Na entrega, pelo governador Jorginho Mello, anteontem, da Licença Ambiental de Instalação (LAI) que autoriza o início das obras de implantação do Parque Urbano e Marina Beira-Mar, em Florianópolis, com investimentos estimados em R$ 350 milhões, algumas autoridades presentes lembraram da novela, de anos, de dezenas de idas e vindas, que antecedeu o ato. Com capítulos hilariantes produzidos pelo histérico ambientalismo-caviar, todo chapa branca, com embargos seguidos devido a riscos no “habitat” dos baiacus e a “extinção” de uma “floresta urbana” que havia no local.
Igualdade “suprema”
Mais uma sandice criativa do Supremo Tribunal Federal: decidiu pelo aumento de penas para crimes contra a honra (injúria, difamação e calúnia) praticados contra funcionários e autoridades públicas. Um ginasiano qualquer conclui que a norma criou uma distinção jurídica que bate de frente com o princípio republicano da igualdade perante a lei. Agora a função pública, infensa às críticas, virou um privilégio penal. Inacreditável!
CPI do Master 1
A maioria dos parlamentares da Câmara e do Senado apoia a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a crise do liquidado Banco Master, apesar da suspeitosa cúpula do Congresso resistir. Não precisa explicar que motivos têm David Alcolumbre e Hugo Motta. Levantamento publicado ontem pelo “Estadão” para identificar como cada parlamentar se posiciona em relação ao assunto, aponta que dos 513 deputados, 283 (55%) são favoráveis à abertura de uma CPI do Master, enquanto só um diz ser contrário. Quatro não quiseram responder e o restante não se manifestou.
CPI do Master 2
De SC não deram retorno Jorge Goetten, Ismael e Pedro Uczai. Disseram sim à CPI Ana Paula Lima, Caroline de Toni, Valdir Cobalchini, Daniela Reinehr, Fábio Schiochet, Geovânia de Sá, Gilson Marques, Julia Zanatta, Luiz Fernando Vampiro, Rafael Pezenti, Ricardo Guidi e Zé Trovão.
Racha em SC
As folhas brasilienses atribuem a interlocutores da direita a afirmação de que o PL está com medo de que Carlos Bolsonaro não consiga uma das vagas ao Senado por SC. Como Caroline de Toni aparece em primeiro nas pesquisas e o senador Esperidião Amin (PP) consegue votos também de centro-esquerda, há um temor de que o “02” fique de mãos abanando após bagunçar o cenário da direita no Estado.
Efeito Orelha
O caso do cão Orelha em Florianópolis resultou na geração, até agora, de mais de 2,8 milhões de postagens nas redes sociais, conforme levantamento da Escola de Comunicação da Fundação Getúlio Vargas.
De olho
Nas autoridades policiais catarinenses já há uma preocupação geral de que tudo tem que ser feito, neste ano, para que não aconteça nenhuma – nenhuma mesmo – farra do boi no Estado, cuja incidência maior é durante o Quaresma. O objetivo é humanizar um pouco, se possível, a imagem catarinense no resto do país depois do caso Orelha.
Recolhimento involuntário
Desde que Florianópolis adotou a medida - não sob protestos daqueles que não querem uma solução, seja qual for, por ser sua bandeira política – Curitiba é a mais recente capital a fazer intervenções voluntárias e involuntárias em relação à população de rua. Em SC ações parecidas já são adotadas em Blumenau, Chapecó, Criciúma e Balneário Camboriú.
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