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A voz do Natal, por Luzia Almeida
Texto reflete sobre o Natal como encontro entre o divino e o humano, centrado na pessoa de Jesus Cristo

A voz do Natal, por Luzia Almeida
O Natal cristão é apresentado como um convite à contemplação da luz de Cristo, capaz de dissipar as trevas do coração humano. (Foto: Pixabay)

Publicado em 26/12/2025

A palavra Natal implica construção que começa na infância e segue até a eternidade. É uma palavra relacional, doce e cheia de ternura que ao mesmo tempo aponta para o Céu e para a Terra. É dezembro!... Céu e Terra celebram o Criador...

A celebração do Natal escapa das mesas fartas e nos acerta em cheio o coração: “Nasce Jesus! Fonte de luz! / Descem os anjos cantando. / Nasce Jesus! É nossa luz / Que as trevas vêm dissipando. / Nasce Jesus! Fonte de luz! / Eis a mensagem celeste! / Raia a luz da salvação, triunfante vem! / Salve, ó Cristo! Firma teu justo império! Gratos louvores anjos e homem deem”. Nasceu o Redentor e a humanidade tem condição de fazer as pazes com Deus.

Todas as construções tem como base um alicerce e é nisto que reside todo o encantamento do Natal que não é o fato em si — o nascimento de Cristo — mas, o próprio Cristo é o Natal, no seu santo Nome há eternidade e abrigo. Ele mesmo, congrega em si, o fato histórico e sua importância. Seus ensinamentos e sua coragem de enfrentar a cruz o faz digno de honra e este entendimento ultrapassa toda a manjedoura. A manjedoura era apenas a ponta do iceberg. Ele é maior que sua cruz, por isso ele é capaz de nascer em nossos corações porque nascer, no sentido mais verdadeiro da palavra tem a semântica sob o poder do Senhor, dizendo de outra maneira, a palavra nascer só existe por causa dele, mesmo com radicais diferentes.

Cristo é a pedra angular, mas também é orvalho da manhã. É ele quem cura nossas feridas mais profundas e não permite que o ódio se instale em nossos corações. É ele quem nos guarda do inimigo e nos blinda com sua graça. Longe dele estamos perdidos, perto dele encontramos a Casa do Pai porque o Natal estabelece um elo entre Deus e os homens. É cumprimento de profecia: “Mas para a terra que estava aflita não continuará na obscuridade. Deus, nos primeiros tempos, tornou desprezível a terra de Zebulom e a terra Naftali; mas, nos últimos, tornará glorioso o caminho do mar, além do Jordão, Galileia dos gentios. O povo que andava em trevas viu grande luz, e aos que viviam na região da sombra da morte, resplandeceu-lhes a luz” (Isaías 9.1,2). A luz resplandeceu diante de pessoas que não tinham condição nem de ver (João 9). Ver a luz: eis o grande significado do Natal! É preciso ver a Luz para ter sossego no coração.

A luz de Cristo é real, ele é o grande Rei de toda a Terra e o seu Reino jamais terá fim: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem ele, nada do que foi feito se fez. A vida estava nele e a vida era a luz dos homens. A luz resplandece nas trevas e as trevas não prevaleceram contra ela” (João 1. 1-5). O grande dilema humano é decidir por essa Luz maravilhosa: essa metáfora produz vida, desde a eternidade.

Luz e vida podem ser encontradas: “No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao sepulcro de madrugada, sendo ainda escuro, e viu que a pedra estava revolvida” (João 20.1), a preocupação de Maria concedeu-lhe a visão gloriosa do Senhor ressuscitado e a doce voz do Senhor chamando-a pelo nome. Então ela entendeu o que era Natal, foi por isso que ela disse “Raboni”, foi por isso que ela foi correndo avisar os discípulos que Ele vive.

 

 

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Sobre o autor

Luzia Almeida

Luzia Almeida

Luzia Almeida é professora, escritora e mestra em Comunicação


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