Comer bem vai além da nutrição e afeta bem-estar
Especialistas destacam a importância de ensinar autonomia alimentar desde cedo
Com o Dia Mundial da Alimentação se aproximando, o tema educação alimentar e nutricional ganha ainda mais relevância. A data, celebrada em 16 de outubro, instituída pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura, tem como objetivo conscientizar sobre a importância de uma alimentação saudável, acessível e sustentável. Para a nutricionista da Água Doce Sabores do Brasil, Claudia Mulero, a educação alimentar é uma das ferramentas mais eficazes para incentivar escolhas conscientes e equilibradas no dia a dia.
“A alimentação vai muito além do ato de se nutrir. Ela envolve cultura, memória afetiva e bem-estar. Quando as pessoas entendem o impacto dos alimentos no corpo e na qualidade de vida, passam a fazer escolhas mais assertivas e sustentáveis”, afirma Claudia. Ainda segundo a nutricionista, a educação alimentar não se resume a ensinar o que comer, mas sim a estimular o senso crítico e a autonomia das pessoas diante das diversas opções disponíveis. “Vivemos um momento em que a praticidade muitas vezes prevalece sobre a qualidade nutricional. Por isso, é essencial promover conhecimento para que o público saiba equilibrar sabor, conveniência e saúde”, explica.
De acordo com a pesquisa “Alimentação hoje: a visão do consumidor”, realizada em agosto deste ano pela GALUNION, empresa especializada no mercado de foodservice, produtos frescos com 78%, produtos para melhorar a disposição e energia com 68% e produtos para gerar bem-estar mental e relaxamento com 63% foram as TOP 3 opções escolhidas como itens relacionados à tendência de produtos com apelos de saudabilidade que os respondentes consomem ou pretendem consumir nos próximos 12 meses. Isso mostra o quanto os consumidores buscam por alternativas para se manterem saudáveis.
Além de contribuir para o bem-estar, a educação alimentar é uma importante aliada na prevenção de doenças crônicas, como obesidade, diabetes e hipertensão. Dessa forma, pequenas mudanças no dia a dia já podem trazer grandes resultados para a saúde e a disposição.
Dicas para promover a educação alimentar no dia a dia
Monte pratos coloridos e variados: inclua alimentos de diferentes grupos, como cereais, proteínas, legumes, verduras e frutas. A diversidade de cores no prato é sinal de equilíbrio nutricional.
Dê preferência a alimentos in natura e minimamente processados: frutas, legumes, grãos e carnes frescas devem ser a base da alimentação. Quanto menos industrializado, melhor.
Reduza o consumo de ultraprocessados: produtos prontos, com excesso de sódio, gorduras e açúcares, devem ser consumidos com moderação.
Respeite os sinais de fome e saciedade: comer devagar e prestar atenção ao corpo ajuda a evitar exageros e melhora a digestão.
Mantenha horários regulares para as refeições: estabelecer uma rotina alimentar ajuda no funcionamento do metabolismo e reduz a ansiedade por comer fora de hora.
Evite distrações durante as refeições: desligar telas e se concentrar na comida permite uma experiência mais prazerosa e consciente.
Valorize o momento da refeição: comer em companhia e apreciar os sabores fortalece o vínculo com a comida e com quem está ao redor.
“Mais do que restringir alimentos, o ideal é buscar o equilíbrio. A boa alimentação deve ser prazerosa, acessível e adaptada à rotina de cada pessoa”, conclui a nutricionista.
Da redação
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