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Diagnóstico precoce faz diferença no transtorno bipolar infantil
Identificar mudanças de comportamento pode prevenir complicações futuras

Diagnóstico precoce faz diferença no transtorno bipolar infantil
O transtorno bipolar não afeta apenas adultos. Em crianças, oscilações de humor intensas podem comprometer estudos, relações sociais e bem-estar emocional. (Foto: Banco de imagens)

Publicado em 17/10/2025

O transtorno bipolar, muitas vezes associado a adultos, também pode afetar crianças e adolescentes. Diagnosticar precocemente é fundamental para oferecer suporte adequado e minimizar impactos na vida escolar, social e familiar. Segundo a psicóloga Roberta Passos, acompanhar o desenvolvimento emocional e identificar mudanças de comportamento pode fazer toda a diferença.

“O transtorno bipolar infantil se manifesta por oscilações intensas de humor, que vão de períodos de euforia e hiperatividade a fases de irritabilidade, tristeza ou apatia. Explosões de raiva frequentes, alterações no sono e no apetite, comportamento impulsivo e dificuldade de concentração são alguns dos sinais. E é importante lembrar que essas alterações precisam ser consistentes e duradouras para caracterizar um padrão clínico”, explica Roberta Passos.

O impacto dessas alterações no dia a dia das crianças é significativo: podem afetar o rendimento escolar, as relações com colegas e familiares, além de aumentar a vulnerabilidade a transtornos de ansiedade e depressão.

O diagnóstico precoce, aliado a acompanhamento psicológico, é essencial para o manejo do transtorno e para que a criança possa desenvolver estratégias de autocontrole e habilidades socioemocionais. Roberta reforça que “o acompanhamento profissional adequado não substitui a atenção da família e da escola, mas fornece ferramentas para compreender o comportamento da criança e criar um ambiente de suporte consistente”.

Além disso, a especialista alerta para a importância de um olhar atento às crises, que podem se intensificar em períodos de mudança de rotina ou estresse. Intervenções terapêuticas e a comunicação clara com professores e cuidadores são estratégias fundamentais para prevenir complicações.

“Embora o transtorno bipolar em crianças seja desafiador, com acompanhamento adequado e estratégias de suporte, é possível garantir qualidade de vida, aprendizado e socialização saudáveis”, conclui Roberta Passos.

 

 

 

Da redação

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