Haidy in concert, por Luzia Almeida
Música se transforma em metáfora para poesia e imaginação
Definir uma rosa não seria uma coisa simples, porque uma rosa é muito mais que uma flor. Uma rosa congrega em si mesma, além do magnetismo, o labirinto da beleza. Uma rosa, é além de lírio e quase chega a alcançar uma orquídea. Na verdade, não existe metro para medir a essência de uma rosa, foi por isso que inventaram os perfumes. Quem chegou mais perto desta definição foi Cecília Meireles: “Não te aflijas com a pétala que voa: / também é ser, deixar de ser assim. / Rosas verá, só de cinzas franzida, / mortas, intactas pelo jardim. / Eu deixo aromas até nos meus espinhos / ao longe, o vento vai falando de mim. / E por perder-me é que vão me lembrando, / por desfolhar-me é que não tenho fim”. Somente a poesia poderia ousar tão grande amplitude.
E uma pessoa, então!... A ousadia seria maior ainda... Como definir uma pessoa com a genialidade da rosa? Como definir uma pessoa que nasceu feito música e em si congrega ainda a criança-flor? É extremamente difícil!... Mas, ainda assim, vou tentar definir minha amiga Haidy aproveitando estes elementos sonoros. A rosa tem perfume, a palavra tem som e eu vou procurar um jeito de organizar rosa-palavra, talvez eu consiga traduzir o sentimento que me ocorre.
Vejamos uma criança: Pense numa criança lançando muitas rosas vermelhas no espaço, depois pense nestas rosas se transformando em borboletas azuis. Estas borboletas podem subir muito alto, mas não podem passar das nuvens pois ao alcançá-las transformam-se em notas musicais.
Pronto! Um concerto de sorrisos.
Música red-blue para quem ama.
As nuvens podem comportar tanta sonoridade, mas, de repente, arrebenta uma saudade da criança que ficou olhando pro céu. Isso!...
A Haidy é este pensamento de retorno aos braços da criança.
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Sobre o autor
Luzia Almeida
Luzia Almeida é professora, escritora e mestra em Comunicação
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